Em uma movimentação estratégica para relembrar o eleitorado sobre a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta segunda-feira o projeto que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O evento ocorre no Palácio do Planalto, às 14h30, e contará com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de outros auxiliares do governo.
Contexto político
A cerimônia acontece em um momento em que o desempenho do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial de 2026 preocupa o Palácio do Planalto. Segundo aliados de Lula, o presidente pretende usar a ocasião para resgatar na memória dos eleitores os erros cometidos por Jair Bolsonaro na condução da crise sanitária, que resultou em milhares de mortes evitáveis.
Estratégia de campanha
A iniciativa faz parte da estratégia da campanha petista para associar o nome de Flávio Bolsonaro ao de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso ocorre em resposta à tática do senador do PL de se apresentar ao eleitor simplesmente como “Flávio”, na tentativa de se desvincular do sobrenome polêmico. A ideia é contaminar o desempenho do presidenciável em futuros levantamentos eleitorais, lembrando o público das falhas do governo anterior.
O projeto sancionado institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, uma data que servirá para homenagear os mais de 700 mil brasileiros que perderam a vida para a doença. A cerimônia no Planalto reforça o compromisso do governo Lula com a memória das vítimas e com a responsabilização pelos erros do passado.



