Pesquisa AtlasIntel: Lula lidera rejeição com 50,6%; corrupção é principal motivo
Lula é o mais rejeitado; corrupção é principal motivo

Lula lidera ranking de rejeição política no Brasil, aponta pesquisa AtlasIntel

Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Arko Advice, divulgada na última quinta-feira, 2 de abril de 2026, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o líder político com maior índice de rejeição entre os brasileiros. O levantamento, que entrevistou 4.224 pessoas pela internet entre os dias 16 e 23 de março, mostra que Lula atinge 50,6% de rejeição, destacando-se significativamente em relação a outros nomes.

Ranking de rejeição e metodologia da pesquisa

Em segundo lugar no ranking de rejeição aparece o senador e pré-candidato à República Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, com 24% de desaprovação. O ex-presidente Jair Bolsonaro ocupa a terceira posição, com 16,3%, seguido pelo deputado Nikolas Ferreira, também do PL-MG, que registra 5,9% de rejeição. Outros políticos listados, como Michelle Bolsonaro, Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas, apresentam índices abaixo de 1%.

A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06058/2026. Esses dados oferecem uma visão detalhada da percepção pública sobre as principais figuras políticas do país.

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Motivos principais para a rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro

O estudo também investigou os motivos que levam os brasileiros a rejeitarem Lula e Flávio Bolsonaro. Para Lula, a principal razão citada pelos entrevistados é o envolvimento ou conivência com corrupção, mencionada por 85,9% dos que não votariam nele. Outros fatores incluem a percepção de que ele quer a população dependente do Estado (45,7%) e representa um projeto de poder autoritário (33,2%).

No caso de Flávio Bolsonaro, o motivo predominante é o receio de um governo similar ao de Bolsonaro, apontado por 74,4% dos respondentes. Além disso, 62,7% associam-no a envolvimento com corrupção, e 47,2% veem seu projeto como autoritário. Esses resultados destacam como questões de integridade e herança política influenciam fortemente a rejeição eleitoral.

Impacto na cena política e perspectivas futuras

Esses índices de rejeição refletem um cenário político polarizado, onde a corrupção e a associação com governos anteriores são fatores decisivos na avaliação dos eleitores. A alta rejeição de Lula, mesmo ocupando a presidência, sugere desafios significativos para sua base de apoio e estratégias de comunicação.

Para Flávio Bolsonaro, os dados indicam que sua imagem está intimamente ligada à do ex-presidente, o que pode tanto mobilizar simpatizantes quanto afastar críticos. A pesquisa serve como um termômetro valioso para as próximas eleições, destacando a importância da transparência e da desconexão com escândalos passados na construção de confiança política.

Em resumo, a pesquisa AtlasIntel/Arko oferece insights cruciais sobre a opinião pública brasileira, revelando que a rejeição política é impulsionada por preocupações com corrupção e heranças governamentais, elementos que continuarão a moldar o debate eleitoral nos próximos anos.

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