O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes do governo devem acompanhar minuciosamente o fim da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1. A proposta pode ser votada nesta semana tanto na comissão especial como no plenário da Câmara dos Deputados.
Postura de Lula
A postura do presidente reflete o desconforto e a desconfiança sentidos pelo Executivo em função de uma polêmica emenda do Centrão. A emenda permitiria jornadas semanais de até 52 horas e previa dez anos de transição antes da vigência das novas regras trabalhistas, mas acabou sendo retirada após ampla repercussão negativa.
Por isso, Lula e seus auxiliares estarão atentos às negociações finais para evitar novas surpresas em relação ao projeto, considerado uma das prioridades do petista no Legislativo.
Expectativas de votação
De acordo com interlocutores do presidente da Câmara, Hugo Motta, a ideia do paraibano é aprovar a PEC no mesmo dia tanto na comissão especial como no plenário. A expectativa é que isso ocorra, no cenário mais pessimista, na próxima quinta-feira. Motta deve conversar com Lula para alinhar as ideias sobre o texto e repassá-las ao relator da PEC, Leo Prates.
Impacto da PEC
A PEC do fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras do governo Lula na área trabalhista. A proposta visa reduzir a jornada de trabalho semanal, atualmente de até 44 horas, para 36 horas, distribuídas em seis dias de trabalho e um de descanso. A medida é vista como um avanço nas relações trabalhistas, mas enfrenta resistência de setores empresariais e de parte do Centrão.
O governo espera que a aprovação da PEC fortaleça a base aliada e demonstre capacidade de articulação política. No entanto, a polêmica emenda do Centrão, que foi retirada, mostrou a fragilidade das negociações e a necessidade de monitoramento constante.



