Dias depois de o Senado impor uma derrota significativa ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou que o ministro da Secretaria de Relações Exteriores, José Guimarães, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, ajustem a chamada 'bússola do sentimento do plenário'. Em reunião com aliados, o petista demonstrou insatisfação por não ter recebido nenhuma projeção que se aproximasse do placar da derrota sofrida por Jorge Messias.
Derrota no Senado
Na semana passada, a indicação de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada por um placar expressivo: 34 senadores votaram a favor de Messias, enquanto 42 foram contrários. Para que o titular da Advocacia-Geral da União (AGU) fosse indicado para a Corte, seria necessário o apoio de 41 parlamentares. O resultado surpreendeu o governo, que esperava uma votação mais favorável.
Cobrança de Lula
Lula quer que a capacidade de seus aliados de monitorar o sentimento dos partidos em relação a propostas prioritárias do Executivo seja resgatada. O presidente enfatizou a necessidade de uma leitura política mais precisa para evitar novas surpresas no Congresso.
A reunião contou com a presença de ministros e líderes governistas, que discutiram estratégias para fortalecer a articulação política. A derrota de Messias foi vista como um sinal de desgaste da base aliada e da necessidade de maior alinhamento com o Legislativo.



