O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, retornou oficialmente de seu período de férias e tem uma missão clara para as próximas semanas: garantir uma transição de comando tranquila e sem sobressaltos no Ministério da Fazenda. Ele deve deixar o cargo ainda em fevereiro de 2026, e a expectativa é que seja substituído pelo atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan.
Agenda prioritária: diálogo com Lula e equipe interna
De acordo com fontes próximas ao chefe da equipe econômica, os primeiros passos de Haddad serão direcionados a conversas fundamentais. A prioridade imediata é um alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Paralelamente, o ministro deve se dedicar a reuniões internas com integrantes do Ministério da Fazenda.
O objetivo central é assegurar que a troca na liderança da pasta ocorra de forma harmoniosa, evitando qualquer instabilidade que possa preocupar os agentes do mercado financeiro. A preocupação é ainda maior considerando o contexto de 2026 ser um ano eleitoral, no qual Lula buscará um quarto mandato presidencial.
Transição suave é meta para não prejudicar governo
Um interlocutor do ministro resumiu a estratégia ao site Radar: a ideia é que a transição seja um "pouso suave", sem "cavalo de pau" que possa causar danos à administração federal. A busca por uma passagem de bastão ordenada é vista como um movimento crucial para a manutenção da credibilidade da política econômica em um momento politicamente sensível.
A saída antecipada de Haddad do comando da Fazenda está diretamente ligada à campanha eleitoral. Ele deve ser um dos principais responsáveis pela campanha à reeleição do presidente Lula. Enquanto uma ala do governo pressiona para que o ministro dispute o governo do estado de São Paulo ou uma vaga no Senado Federal, o próprio Haddad ainda resiste a essas possibilidades. A decisão final sobre seu futuro político deve ser tomada apenas no fim do primeiro semestre.
Contexto e próximos passos
A movimentação ocorre após o registro, em setembro de 2025, de Haddad ao lado do presidente Lula em evento no Palácio do Planalto. Agora, com o retorno ao batente, o ministro concentra esforços para encerrar sua gestão à frente da Fazenda deixando os caminhos pavimentados para seu sucessor, em um processo considerado vital para a estabilidade econômica e política do país.