Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já identificaram qual deve ser o principal desafio durante o debate sobre o fim da escala 6×1. A avaliação é que o maior impasse, e que deve gerar muitas divergências, estará centrado na definição do período de transição para que as novas regras propostas pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sejam efetivamente implementadas.
Governo quer transição rápida
O governo pretende mobilizar sua base política para garantir que essa transição seja de, no máximo, dois anos. A cada ano, a carga horária semanal seria reduzida em duas horas, passando de 44 horas para 40 horas até 2028. Essa proposta conta com a simpatia do relator da PEC, deputado Leo Prates.
Setor produtivo defende prazo maior
Por outro lado, o setor produtivo e os sindicatos patronais defendem uma transição mais lenta, de pelo menos quatro anos. Esse cenário tem a simpatia do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A divisão de opiniões deve tornar a tramitação da proposição mais complexa e gerar obstáculos ao longo do caminho.
O resultado desse embate será crucial para definir o ritmo de implementação da mudança na escala de trabalho, que afeta diretamente milhões de trabalhadores brasileiros.



