Prédio 'Titanic' de Sorocaba tem proposta de venda de R$ 80 milhões após 12 anos inacabado
Prédio 'Titanic' de Sorocaba tem proposta de venda de R$ 80 milhões

Prédio 'Titanic' de Sorocaba tem proposta de venda de R$ 80 milhões após 12 anos inacabado

O prédio inacabado na Avenida Afonso Vergueiro, no centro de Sorocaba (SP), popularmente apelidado de "Titanic" devido ao seu formato característico, possui uma proposta de venda assinada no valor impressionante de R$ 80 milhões. A informação foi confirmada ao g1 por Emerson Soares, CEO da Cheda Empreendimentos, empresa proprietária do imóvel. Segundo Soares, a negociação está formalizada, mas protegida por um termo de confidencialidade entre a empresa vendedora e a compradora.

"Estamos com proposta assinada. Esse documento é utilizado para venda de imóveis desse porte", comentou o CEO, que ressaltou o interesse na conclusão do negócio, citando os altos custos de manutenção do local. "Somos os primeiros que temos interesse na conclusão. Até porque hoje precisamos manter ordem, limpeza e conservação, o que gera investimentos significativos".

Um 'esqueleto' de concreto há 12 anos

As obras do "Titanic" começaram em 2012, mas foram paralisadas pouco tempo depois. Imagens de arquivo e do Google Street View mostram que a estrutura permanece sem avanços desde, pelo menos, 2019. Atualmente, o "esqueleto" de concreto possui ao menos 13 andares, sem nenhum acabamento, e inclui até um heliponto em sua configuração.

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O terreno abrange mais de 8.700 metros quadrados, com uma área construída que ultrapassa os 23 mil metros quadrados. O projeto original previa um uso comercial diversificado, contemplando galerias e até mesmo um hospital, mas nunca saiu do papel.

Críticas à gestão municipal e instabilidade política

Apesar de confirmar a negociação, Emerson Soares fez duras críticas à administração municipal, afirmando que a falta de planejamento e a "insegurança política" atrapalham grandes investimentos na cidade. "Nós acreditamos no potencial de Sorocaba, mas a porta de entrada que recebe os investidores, que é a prefeitura, também precisa acreditar, planejar, pensar fora da caixa", declarou.

Ele citou como exemplo a falta de infraestrutura para empresas que necessitam de helipontos. "Hoje, temos várias empresas que precisam de heliponto e a cidade não oferece opções. Empreendimentos prontos nesse perfil, com exceção do Iguatemi Business, para uma cidade com mais de 800 mil habitantes, é pouco".

Para o CEO, a instabilidade política local trava o desenvolvimento econômico de Sorocaba. "Sorocaba é um dos municípios que está travado para grandes negócios desde quando começou essa insegurança política. Queremos que esse prédio seja o que ele foi projetado para ser: o cartão-postal dessa avenida e da cidade", finalizou, expressando esperança de que a venda possa revitalizar o projeto.

A proposta de R$ 80 milhões representa uma tentativa de dar um novo destino a este marco urbano que há mais de uma década aguarda conclusão, enquanto gera debates sobre os desafios de investimento e gestão pública na região.

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