O mercado de trabalho na região do Vale do Paraíba e área bragantina apresentou uma desaceleração significativa no início de 2026. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (29), revelam que o saldo de empregos formais registrou uma queda de 53% no primeiro trimestre, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com as informações do Ministério do Trabalho, foram criadas 3.598 vagas entre janeiro e março de 2026, contra 7.649 no mesmo intervalo de 2025. Esse desempenho negativo foi impulsionado principalmente pelos setores industrial e comercial.
Desempenho por setor
Enquanto a indústria gerou apenas 362 vagas no primeiro trimestre deste ano — número muito inferior às 2.761 de 2025 —, o comércio continuou com saldo negativo, registrando o fechamento de 1.443 postos de trabalho. Por outro lado, o setor de serviços manteve o maior volume de contratações, com 4.265 vagas, seguido pela construção civil, que abriu 449 postos.
Considerando exclusivamente o mês de março, o saldo foi positivo na região, com 1.793 vagas criadas. No entanto, houve uma redução de 6,4% em relação a março de 2025, quando foram contabilizados 1.915 postos. Nesse mês, a indústria apresentou desempenho negativo, com o fechamento de 359 vagas. Já os setores de serviços (1.450), comércio (487), construção (198) e agropecuária (17) tiveram saldos positivos.
Cidades da região
Entre as principais cidades, São José dos Campos registrou uma queda de 48,6% no saldo de empregos no primeiro trimestre, passando de 2.699 vagas em 2025 para 1.386 em 2026. Em março, a retração foi ainda mais acentuada: queda de 72,8%, com 290 vagas criadas neste ano, contra 1.066 no mesmo mês do ano passado.
Já em Taubaté, o saldo no primeiro trimestre foi de 1.117 vagas, representando um recuo de 12,7% em relação a 2025. No mês de março, a cidade teve uma queda de 36,2%, com 479 vagas criadas, ante 751 no mesmo período do ano anterior.



