Senado aprova criminalização da misoginia como crime de preconceito no Brasil
Senado aprova criminalização da misoginia como crime de preconceito

Senado aprova criminalização da misoginia como crime de preconceito no Brasil

O Senado Federal aprovou, na terça-feira, 25 de março de 2026, um projeto de lei que criminaliza a misoginia ao incluí-la na Lei de Crimes de Preconceito. A legislação, que já pune discriminação por raça, religião e origem, passa a reconhecer o ódio e a incitação à violência contra mulheres como crime específico, com penas que podem chegar a até cinco anos de prisão, além de multa.

Autoria e relatoria do projeto

De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB) e relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos), o projeto representa um marco na luta contra a violência de gênero no país. A medida visa proteger a dignidade e a liberdade das mulheres, respondendo a uma realidade urgente de aumento do discurso de ódio, especialmente no ambiente digital.

Impacto prático da nova legislação

Na prática, a inclusão da misoginia na Lei de Crimes de Preconceito faz com que ela deixe de ser tratada apenas como injúria e difamação, sendo enquadrada como um crime específico. Isso facilita as investigações policiais e permite punir, com mais rigor, casos de ataques verbais e campanhas de ódio contra mulheres, inclusive nas redes sociais e outras plataformas online.

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A mudança é considerada um avanço significativo, sobretudo em um momento em que o discurso de ódio contra mulheres ganha força na internet, impulsionado pela expansão do movimento red pill. Além disso, casos de feminicídio continuam a aparecer com frequência nas manchetes dos jornais, destacando a necessidade de medidas mais eficazes de proteção.

Próximos passos e declarações

O projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados. Se aprovado, será encaminhado ao presidente Lula (PT) para sanção. Com o aval de ambas as instâncias, a medida entra em vigor após a publicação no Diário Oficial da União.

Em declaração, a senadora Soraya Thronicke afirmou: "O projeto é para proteger a família e a dignidade e a liberdade das mulheres. A aprovação do projeto responde a uma realidade urgente. O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, é crescente e ceifa vidas todos os dias". A fala reforça a importância da legislação no combate à violência de gênero e na promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A criminalização da misoginia como crime de preconceito marca um passo crucial na proteção dos direitos das mulheres no Brasil, alinhando-se com esforços internacionais para enfrentar a discriminação e a violência baseadas no gênero.

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