
Imagine confiar em alguém durante um momento íntimo e descobrir que foi enganado de forma calculista? Pois é exatamente isso que aconteceu com uma mulher em Bauru, e a Justiça acabou de dar um veredito que vai fazer muita gente pensar duas vezes.
O caso – que me arrepia só de contar – aconteceu durante uma relação sexual que começou com acordo de usar preservativo. Mas o sujeito, num ato de egoísmo absurdo, decidiu que sua vontade valia mais que o combinado. Tirou a camisinha sem avisar, sem perguntar, sem nada.
O que é stealthing e por que é tão grave?
Pra quem não conhece o termo, stealthing é exatamente isso: remover o preservativo intencionalmente durante o sexo, sem o conhecimento ou consentimento da parceira. E não, isso não é "só uma falta de educação" – é uma violação grave, um quebra de confiança que pode ter consequências físicas e emocionais devastadoras.
A mulher, é claro, ficou arrasada. Sentiu-se traída, exposta a riscos de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. E pior: violentada em sua autonomia corporal. Ela não consentiu com sexo desprotegido, ponto final.
A decisão judicial que muda o jogo
O juiz da 2ª Vara Cível de Bauru não teve dúvidas: condenou o homem a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais. Na sentença, ficou claro que o ato foi "violação à integridade física e psíquica" da vítima.
O magistrado foi direto: "O consentimento para o ato sexual com uso de preservativo não significa consentimento para a prática sem o uso do método". Simples assim, mas precisou ser dito.
E as consequências vão além do dinheiro
Além da indenização – que sinceramente acho até modesta considerando o estrago – a decisão estabelece um precedente importantíssimo. Mostra que o sistema jurídico está acordando para formas mais sutis de violência sexual.
Isso não é brincadeira, gente. É sobre autonomia corporal, sobre direito de escolher como, quando e com que proteção ter relações íntimas. É básico, mas parece que ainda precisa ser explicado para alguns.
O caso aconteceu em Bauru, mas ecoa por todo o país. Quantas mulheres passaram por isso e calaram? Quantas achavam que era "normal" ou que não tinham recourse? Pois é, talvez agora a coisa mude.
E pra finalizar: se tem uma lição que fica é que consentimento não é negociável. Não é parcial, não é condicional. Ou é total, ou não é consentimento.