Na última sexta-feira (8), a Polícia Civil da Paraíba prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema de fraudes na venda de imóveis em Campina Grande, no Agreste do estado. A investigação, que teve início em 2020, aponta que o grupo causou um prejuízo superior a R$ 1,2 milhão às vítimas.
Como funcionava o esquema
De acordo com o delegado João Joaldo, os suspeitos monitoravam imóveis que estavam em processo de leilão na cidade. A partir da identificação desses bens, solicitavam certidões de inteiro teor, documentos que reúnem informações cadastrais do imóvel, mas que não comprovam a propriedade legal. Com esses papéis em mãos, o grupo simulava uma aparência de legalidade para realizar negociações fraudulentas, enganando compradores e causando prejuízos financeiros.
Operação Arremate
Batizada de Operação Arremate, a ação policial cumpriu mandados de prisão nas cidades de Itapororoca, Bayeux e Campina Grande. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos que passarão por perícia técnica. O objetivo é identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de uma segunda fase da operação.
Vítimas e bloqueio de bens
Até o momento, 21 pessoas foram reconhecidas como vítimas do esquema fraudulento. Para amenizar os danos causados, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 700 mil em recursos financeiros dos suspeitos, valor que será utilizado para o ressarcimento parcial dos afetados. A investigação continua para apurar a extensão total do prejuízo e a participação de outros indivíduos.



