No próximo sábado (2), a estudante de biologia Shakira Fontes terá a oportunidade de ver de perto a cantora colombiana que inspirou seu nome. Aos 21 anos, a jovem carioca e vascaína já passou por momentos em que não gostou de se chamar Shakira — nome escolhido pelo pai, Elifas, devido à sua admiração pela estrela, que é a atração do projeto “Todo Mundo no Rio”. Hoje, ela considera incrível carregar esse nome.
A origem do nome
A escolha do nome partiu do pai, Elifas, grande fã da cantora no início da carreira. “Meu pai escolheu o nome porque era muito fã da Shakira na época em que ela estava começando. Ele a achava muito bonita e gostava das músicas”, contou Shakira Fontes ao g1. A decisão foi discutida com a mãe, que acabou concordando. Além da admiração pela cantora, Shakira e o pai compartilham a paixão pelo Vasco da Gama.
Superando o bullying
Nem sempre a relação com o próprio nome foi tranquila. Na infância, Shakira sofreu bullying por ter um nome diferente. “Quando pequena, eu não gostava muito por causa do bullying. Mais tarde, as pessoas pediam para eu cantar. Essas situações eu relevava, porque entendia e até gostava”, destacou a Shakira vascaína e carioca. Com o tempo, o nome se tornou um charme a mais. “Foi algo com que demorei a me acostumar, mas hoje considero uma honra”, afirmou.
Encontro especial
Graças ao nome, Shakira estará com o pai próxima ao palco em uma área especial, por meio de uma ação do banco Santander chamada “Todas as Sharás no Rio”. Entre as músicas favoritas, Shakira Fontes destaca a parceria da cantora com o grupo Black Eyed Peas em “Girl Like Me”, que rendeu o trecho viral em que a artista canta sobre mulheres latino-americanas.
Shakiras no Brasil
De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil tem 393 pessoas com o nome Shakira escrito exatamente como o da cantora. O estado com o maior número é São Paulo, com 52 registros. No Rio de Janeiro, além de Shakira Fontes, outras 26 mulheres têm o mesmo nome. O nome ganhou impulso a partir da década de 1990, quando a cantora começou a fazer sucesso no Brasil, e atingiu seu auge nos anos 2000. “Antes da década de 1990, o nome era muito pouco comum. Nos anos 1990, foram registradas 112 pessoas. Já entre 2000 e 2009, o número sobe para 191”, explicou Rodrigo Faria de Almeida Rego, responsável pela pesquisa Nomes do Brasil, do IBGE. Segundo ele, fatores externos, como a arte e o esporte, influenciam diretamente a escolha dos nomes. “A cultura pop provavelmente tem um grande impacto na forma como as pessoas nomeiam seus filhos. Isso também acontece com o futebol. Por exemplo, 60% das pessoas chamadas Neymar nasceram na década de 2010. Já no caso de Romário, 64% das pessoas com esse nome no Brasil nasceram entre 1990 e 1999”, completou Rodrigo.



