Brasil concede nacionalidade a 12 mil estrangeiros em 2025; veja ranking
12 mil estrangeiros ganham nacionalidade brasileira em 2025

O Brasil registrou um movimento significativo na concessão de cidadania no ano de 2025. Segundo dados oficiais do Ministério da Justiça, aproximadamente 12.000 estrangeiros receberam a nacionalidade brasileira ao longo do ano passado, um processo que reflete as dinâmicas migratórias e as demandas do mercado de trabalho no país.

Quem são os novos cidadãos brasileiros?

A análise dos números mostra uma diversidade de origens entre os naturalizados. A liderança absoluta ficou com cidadãos do Haiti, com impressionantes 2.718 pessoas obtendo a cidadania brasileira. Em seguida no ranking, aparecem Cuba, com 799 naturalizações, e a Venezuela, com 798. Completam a lista dos cinco principais países de origem Angola, com 759 novos cidadãos, e a Rússia, com 557.

Onde os naturalizados estão se estabelecendo?

A distribuição geográfica dos novos brasileiros não é uniforme. Três estados se destacaram por concentrar a maior parte desses processos. São Paulo lidera, tendo sido o destino de 3.426 pessoas que receberam a nacionalidade. Na sequência, aparecem Santa Catarina, com 2.175 naturalizados, e o Paraná, com 1.667. Especialistas apontam que essas economias, com forte presença dos setores agropecuário e industrial, apresentam uma grande demanda por força de trabalho, o que atrai e fixa imigrantes em processo de regularização.

Refugiados: um panorama em paralelo

Além das concessões de nacionalidade, o Brasil também se manteve como um destino relevante para pessoas em busca de refúgio. Dados divulgados pela revista VEJA, em sua edição de Radar, indicam que o país recebeu quase 70.000 refugiados apenas em 2025. A origem desses refugiados surpreende: a grande maioria, 38.130 indivíduos, veio de Cuba. A Venezuela, frequentemente associada a grandes fluxos migratórios para o Brasil, ficou em segundo lugar, com 19.956 refugiados registrados pelo Ministério da Justiça no período.

Os números totais de 2025 pintam um retrato complexo do Brasil no cenário migratório global. O país atua simultaneamente como uma nação que integra milhares de estrangeiros através da cidadania, concentrando-os em polos econômicos dinâmicos, e como um porto seguro para dezenas de milhares de refugiados, com Cuba emergindo como a principal fonte deste último grupo. Esses fluxos têm impacto direto na demografia, na economia e na sociedade brasileira, moldando comunidades e demandando políticas públicas contínuas de integração.