Greve de ônibus em Uberlândia afeta 65% da frota nesta terça-feira
Paralisação de ônibus em Uberlândia por atraso no ticket

Uma paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo causou transtornos significativos para a população de Uberlândia na manhã desta terça-feira, 13 de agosto. A greve, motivada pelo atraso no pagamento do benefício de alimentação, levou à suspensão da maior parte das operações de ônibus na cidade, obrigando passageiros a buscarem alternativas como aplicativos de transporte.

Motivo da paralisação e posição do sindicato

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Uberlândia (Sinttrurb), a interrupção das atividades ocorre devido ao não pagamento do ticket alimentação, cujo vencimento era na última sexta-feira, dia 10. O presidente da entidade, Márcio Dúlio, afirmou que as empresas São Miguel e Autotrans suspenderam parte considerável de suas operações.

Os trabalhadores são categóricos: a paralisação será mantida até que o crédito do benefício seja efetuado. O valor devido é de R$ 1.048 para os motoristas e R$ 524 para os funcionários que exercem outras funções. A expectativa do sindicato é permanecer mobilizado ao longo da manhã, aguardando uma solução por parte das empresas responsáveis.

Impacto na operação e bairros mais afetados

A greve comprometeu seriamente o atendimento à população. Segundo informações do sindicato, pelo menos 65% da frota total não está circulando. Dados iniciais das próprias empresas apontam que a Autotrans opera com apenas 50% de sua capacidade, enquanto a São Miguel funciona com 40%.

Apenas a empresa Sorriso de Minas segue operando normalmente, sem aderir ao movimento paredista. A paralisação deixou vários bairros desassistidos. Entre os mais prejudicados estão:

  • Maravilha
  • Jardim Brasília
  • Industrial
  • Cruzeiro do Sul
  • Marta Helena
  • Aclimação
  • Ipanema
  • Morumbi

Resposta das autoridades e previsão de normalização

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Uberlândia e com as empresas de ônibus envolvidas para obter um posicionamento sobre a paralisação. Até o momento da última atualização, não houve retorno por parte dessas instituições.

Diante da falta de comunicação e de uma solução concreta para o impasse, não há previsão para a normalização total dos serviços. A situação permanece incerta, com os usuários do transporte público enfrentando dificuldades para se deslocar pela cidade enquanto aguardam o fim da greve.