Influenciadores lideram engajamento financeiro apesar de avanço corporativo
Influenciadores lideram engajamento financeiro

Os perfis corporativos ganharam mais espaço no universo de conteúdos financeiros nas redes sociais no segundo semestre de 2025, mas os influenciadores individuais seguem liderando o engajamento do público. É o que mostra a 10ª edição do FInfluence, levantamento realizado pela Anbima em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad).

O estudo monitora 1.910 perfis ligados ao mercado financeiro nas plataformas X, Instagram, YouTube e Facebook e aponta que as contas corporativas cresceram 12% em relação ao semestre anterior. Com isso, passaram a concentrar 43% das interações totais do ecossistema.

Apesar do avanço, os criadores de conteúdo pessoas físicas ainda apresentam desempenho superior quando analisado o engajamento médio por publicação. Segundo os dados, influenciadores individuais registram média de 3.052 interações por post, contra 2.438 dos perfis corporativos.

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Para Amanda Brum, CMO da Anbima, o diferencial está na capacidade de transformar informação financeira em conteúdo aplicável ao cotidiano do investidor. “O investidor não quer apenas entender o cenário econômico, ele busca orientação prática sobre o que fazer diante dele. Essa conexão entre contexto e decisão é o que sustenta o engajamento ao longo do tempo”, afirma.

O levantamento também mostra que o crescimento das empresas nas redes vem acompanhado de maior concentração. Cerca de 16% das publicações corporativas são feitas por contas classificadas como gigantes, responsáveis por 53% de toda a interação desse grupo. O dado sugere que boa parte do alcance ainda está concentrada em poucos grandes players do mercado.

Entre os influenciadores individuais, por outro lado, o cenário aparece mais pulverizado. A presença de perfis de diferentes tamanhos, de pequenos criadores a grandes nomes do segmento, contribui para uma distribuição mais ampla do engajamento e para maior proximidade com nichos específicos de audiência.

As diferenças também se refletem na dinâmica de cada plataforma. O X continua sendo o principal canal de publicações tanto para pessoas físicas quanto para empresas, concentrando 39,1% dos posts dos influenciadores individuais e 36,1% dos corporativos. Ainda assim, os perfis de empresas registraram queda de 52,2% no engajamento médio na rede. No YouTube, o cenário muda: os perfis corporativos concentram 61,5% das interações da plataforma, indicando maior força em conteúdos mais aprofundados e institucionais. Já no Instagram, os influenciadores individuais seguem dominando, reunindo 66,7% das interações totais.

Segundo Amanda, o comportamento do público varia conforme o tipo de informação buscada. “Em alguns momentos, as pessoas procuram orientação prática. Em outros, querem compreender o que está acontecendo no mercado. Esse equilíbrio entre explicação e aplicação tem sido central para manter a atenção e o interesse do público”, diz.

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