A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,89% em abril, conforme divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, 28. O resultado representa uma aceleração em relação a março, quando o índice havia subido 0,44%. No acumulado do ano, a inflação chega a 2,39%, e nos últimos 12 meses, a 4,37%, superando os 3,90% registrados no período anterior. Em abril de 2025, a variação foi de 0,43%.
Alimentos e transportes puxam a inflação
Entre os nove grupos pesquisados, alimentação e bebidas teve o maior impacto, com alta de 1,46% e contribuição de 0,31 ponto percentual. O grupo transportes avançou 1,34%, respondendo por 0,27 ponto percentual. Juntos, esses dois grupos representaram cerca de 65% da inflação do mês.
Alimentação no domicílio acelera
No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio subiu de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os destaques de alta foram cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%). Por outro lado, maçã (-4,76%) e café moído (-1,58%) apresentaram queda nos preços.
Combustíveis pressionam transportes
No grupo transportes, os combustíveis saíram de uma leve queda de 0,03% em março para um avanço de 6,06% em abril. A gasolina teve o maior impacto individual no índice, com aumento de 6,23% e contribuição de 0,32 ponto percentual. O óleo diesel disparou 16%, enquanto o etanol subiu 2,17%. O gás veicular recuou 1,55%. As passagens aéreas ajudaram a aliviar o índice, com queda de 14,32% após alta de 5,94% em março.
Saúde e habitação também sobem
O grupo saúde e cuidados pessoais registrou avanço de 0,93%, influenciado por produtos farmacêuticos (alta de 1,16%), após autorização de reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de 1º de abril. Itens de higiene pessoal e planos de saúde também contribuíram. No grupo habitação, a inflação passou de 0,24% em março para 0,42% em abril, refletindo o aumento da energia elétrica residencial, apesar da bandeira tarifária verde, com reajustes em concessionárias do Rio de Janeiro.
Variações regionais
Regionalmente, Belém registrou a maior alta do país, com inflação de 1,46%, pressionada pelos preços do açaí e da gasolina. Brasília teve o menor resultado, com avanço de 0,41%, beneficiado pela queda nas passagens aéreas e nos produtos farmacêuticos.



