Processo arrastou-se por mais de 15 anos e terminou sem condenações
Um processo que se arrastou por mais de 15 anos na Justiça Eleitoral sobre a atuação da milícia Liga da Justiça nas eleições terminou sem nenhuma punição. A investigação apurou como os milicianos pressionavam os moradores das áreas sob sua influência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a votarem em seus candidatos.
A ação penal, aberta em 2009, foi esvaziada pela morte de parte dos réus, incluindo o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como Jerominho, que era o líder do grupo criminoso. Também ocorreu a prescrição dos crimes atribuídos a outros acusados, como o ex-deputado federal Natalino José Guimarães, irmão de Jerominho.
No final, restou apenas a acusação de associação criminosa contra a ex-vereadora Carmen Guimarães, conhecida como Carminha Jerominho, filha de Jerônimo. Ela foi absolvida, por falta de provas, pelo juiz Marco Couto, da 8ª Zona Eleitoral, que seguiu parecer do Ministério Público.
“A verdade é que o tempo decorrido desde a deflagração destes autos e os muitos soluços processuais inviabilizaram a obtenção de provas consistentes, não se podendo condenar a ré Carmen Glória Guinâncio Guimarães Teixeira neste momento, considerando a fraqueza probatória revelada nestes autos”, escreveu o magistrado.
O caso expõe as dificuldades da Justiça Eleitoral em punir crimes cometidos por milícias, que atuam com forte influência política em diversas regiões do país. A demora processual, somada à morte de réus e à prescrição de delitos, resultou na completa ausência de condenações.



