Tarifa de Trump entra em vigor com 10%, e não 15%, após falta de ordem executiva
Tarifa de Trump entra com 10%, não 15%, por falta de ordem

Tarifa de Trump entra em vigor com alíquota reduzida de 10%

A partir da meia-noite desta terça-feira, dia 14, entrou em vigor a nova tarifa imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as importações que chegam ao país. Contudo, em uma reviravolta significativa, a alíquota aplicada será de 10%, e não os 15% que haviam sido anunciados no sábado anterior.

Falta de ordem executiva formal explica o recuo

O motivo para essa redução na tarifa é que Trump ainda não assinou uma ordem executiva formalizando a alíquota mais alta de 15%. Com isso, prevalece a taxa de 10% que foi publicada na sexta-feira, dia 20, conforme confirmado pela Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês).

A CBP emitiu um comunicado oficial anunciando o início da vigência da tarifa, destacando que a medida já está em efeito. Esse recuo na alíquota adiciona uma camada extra de incerteza para os exportadores do Brasil e de outras nações que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.

Impacto nas exportações brasileiras

Apesar da incerteza, a alíquota mais baixa de 10% tende a favorecer as mercadorias brasileiras em comparação com as sobretaxas anteriores. Anteriormente, muitos produtos do Brasil estavam sujeitos a tarifas de até 50%, que eram as mais altas do chamado "tarifaço" lançado por Trump em abril do ano passado.

Essa mudança pode trazer algum alívio para os exportadores, embora a situação permaneça volátil, dada a natureza imprevisível das políticas comerciais da administração Trump. Os especialistas alertam que a falta de formalização da alíquota mais alta pode indicar possíveis ajustes futuros, mantendo o mercado em alerta.

Enquanto isso, os exportadores brasileiros e globais estão monitorando de perto os desenvolvimentos, buscando adaptar suas estratégias comerciais diante desse cenário em constante evolução. A economia internacional continua a sentir os efeitos das decisões unilaterais de Trump, que têm reverberações em cadeias de suprimentos e preços de commodities.