Petróleo ultrapassa US$ 113 por barril após ataque israelense e ameaças de Trump
Petróleo ultrapassa US$ 113 após ataque israelense e ameaças

Petróleo ultrapassa US$ 113 por barril após ataque israelense e ameaças de Trump

Os preços do petróleo registraram uma forte alta no mercado internacional nesta quinta-feira, 7 de abril de 2026, após um ataque militar israelense a um complexo petroquímico no Irã e novas ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à República Islâmica. O cenário de tensão geopolítica no Oriente Médio elevou os temores dos investidores e pressionou as cotações da commodity.

Por volta das 7h30, o petróleo WTI, referência no mercado americano, subia expressivos 1,28%, alcançando a marca de 113,85 dólares por barril. Já o petróleo Brent, utilizado pela Petrobras como preço de paridade, também avançava, embora em menor ritmo, com alta de 0,19%, negociado a 109,98 dólares.

Ataque israelense a complexo petroquímico iraniano

O exército israelense confirmou, através de uma publicação na rede social X, que um complexo petroquímico localizado na cidade de Shiraz, no Irã, foi atingido por ataques nesta terça-feira. Segundo as forças de defesa de Israel, a instalação era uma das últimas a produzir componentes químicos essenciais para explosivos e materiais destinados ao desenvolvimento de mísseis balísticos no país.

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"Simultaneamente, as Forças de Defesa de Israel atacaram um grande conjunto de mísseis balísticos no noroeste do Irã", detalhou a publicação oficial, reforçando a escalada militar na região.

Novas ameaças e advertências de Israel

Além do ataque, o exército israelense emitiu um alerta direto aos cidadãos iranianos, advertindo-os a evitarem viagens de trem até as 17:30 GMT (14:30 no horário de Brasília). A mensagem, publicada no X em persa, prenuncia possíveis futuros ataques contra a rede ferroviária da República Islâmica.

"Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de utilizar os trens ou de viajar de trem em todo o país até 21:00, horário do Irã. Sua presença nos trens e perto dos trilhos coloca sua vida em perigo", escreveram as forças militares israelenses, aumentando a atmosfera de apreensão.

Ultimato de Donald Trump e resposta iraniana

Paralelamente, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um novo ultimato ao Irã, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz e um cessar-fogo na guerra em curso. Trump ameaçou "dizimar" o Irã caso suas demandas não fossem atendidas, intensificando a pressão diplomática e militar.

Em resposta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou, também nesta terça-feira, que milhões de iranianos estão "prontos para se sacrificar" pela defesa do país. "Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã", escreveu o líder em uma rede social, demonstrando resistência frente às ameaças.

Impacto no mercado financeiro e perspectivas

A combinação do ataque israelense, das ameaças de Trump e da resposta firme do Irã criou um ambiente de incerteza no mercado financeiro global. Analistas destacam que a volatilidade nos preços do petróleo pode persistir, dependendo da evolução do conflito e das próximas movimentações políticas.

O aumento nos custos da energia tende a afetar economias ao redor do mundo, com possíveis reflexos na inflação e no crescimento econômico. Investidores acompanham atentamente os desdobramentos, enquanto autoridades monitoram os riscos de uma escalada mais ampla no Oriente Médio.

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