O aguardado acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul está próximo de um desfecho decisivo. Nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, embaixadores dos 27 países do bloco europeu devem formalizar suas posições, em um passo crucial para a aprovação final do tratado.
Resistência francesa não deve impedir avanço
Apesar da oposição pública manifestada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, nas redes sociais, a percepção nos corredores de Bruxelas é de que o bloco europeu está inclinado a seguir adiante com o pacto. A França encontra dificuldades para sustentar um bloqueio solitário, especialmente após os protestos de agricultores que tomaram Paris recentemente.
Um sinal importante vem da Itália, que já indica que deve abandonar a resistência ao texto do acordo. Para a aprovação nesta fase, são necessários votos favoráveis de pelo menos 15 países que, juntos, representem 65% da população total da União Europeia.
Cronograma e próximos passos
A expectativa é que, superada a etapa de votação pelos embaixadores, os países confirmem suas posições por escrito ainda na sexta-feira ou, no máximo, na segunda-feira, 12 de janeiro. Isso abriria caminho para a assinatura formal pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O processo já sofreu um adiamento em relação ao cronograma original. O Brasil, que lidera as negociações pelo Mercosul, esperava a conclusão em dezembro de 2025, mas a UE solicitou mais tempo para deliberações internas, empurrando a decisão para janeiro.
Mesmo com a aprovação política esperada para os próximos dias, o acordo ainda precisará passar por uma etapa fundamental: o aval do Parlamento Europeu antes de poder entrar em vigor definitivamente.
Impacto e perspectivas para o futuro
A conclusão deste acordo representa um marco nas relações comerciais entre os dois blocos econômicos. A expectativa é que ele facilite o comércio de uma vasta gama de produtos e serviços, criando novas oportunidades para empresas de ambos os lados do Atlântico.
Os desdobramentos desta sexta-feira serão observados atentamente por governos, setor privado e analistas de mercado, pois sinalizam a direção que as relações econômicas internacionais tomarão na próxima década.