O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue com suas taxas de juros nas mínimas históricas, sem previsão de redução adicional, conforme anunciou o Ministro das Cidades, Jader Filho, nesta segunda-feira. A declaração ocorre mesmo diante da perspectiva de queda na taxa Selic ao longo deste ano, que atualmente se encontra em 15%, o maior patamar registrado em quase duas décadas.
Juros do programa em patamar recorde
Durante um evento realizado na sede do BNDES, o ministro destacou que as condições atuais do financiamento já são extremamente favoráveis para as famílias beneficiárias. "Estamos na menor taxa de juros da história do programa", afirmou Jader Filho em entrevista a jornalistas. Ele detalhou que, na faixa 1, destinada a famílias com renda de até R$ 2.850, as taxas anuais são de 4% nas regiões Norte e Nordeste e de 4,25% nas demais áreas do país.
Meta de contratos e perspectivas futuras
O governo federal estabeleceu uma meta ambiciosa para o MCMV, com a previsão de assinar 1 milhão de novos contratos ainda em 2024. A expectativa é manter esse volume elevado até 2027, culminando no encerramento do mandato presidencial com um total de 3 milhões de contratos formalizados. Essa estratégia visa ampliar significativamente o acesso à moradia digna para a população brasileira, especialmente em um contexto de desafios econômicos.
Entrega de unidades em Teresina
Em paralelo às discussões sobre as taxas de juros, o programa avança com a entrega de mais de mil apartamentos na cidade de Teresina, capital do Piauí. Essa iniciativa reforça o compromisso do governo com a execução de obras e a concretização de benefícios diretos para as comunidades locais, contribuindo para a redução do déficit habitacional no Nordeste.
Justificativa para a manutenção das taxas
Jader Filho justificou a decisão de não reduzir ainda mais os juros, argumentando que os níveis atuais já atendem adequadamente às necessidades da população. "Não há previsão de baixar mais os juros e acreditamos que, pelos resultados, essa taxa de juros está atendendo a necessidade do povo brasileiro", ressaltou o ministro. Essa postura reflete uma avaliação cuidadosa do equilíbrio entre a sustentabilidade financeira do programa e o apoio às famílias de baixa renda.
O anúncio ocorre em um momento de atenção às políticas públicas de habitação, com o MCMV sendo um dos pilares centrais na promoção da inclusão social e no estímulo ao setor da construção civil. A manutenção das taxas em patamares historicamente baixos, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, demonstra o esforço contínuo para garantir acessibilidade e estabilidade aos beneficiários.