Caixa Econômica nega estudos para compra de ativos do BRB após declaração do Ministro da Fazenda
Caixa nega estudos para compra de ativos do BRB após fala de ministro

Caixa Econômica Federal nega existência de estudos para aquisição de ativos do BRB

Em resposta a questionamentos do Radar Econômico, a Caixa Econômica Federal emitiu uma nota oficial nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, afirmando categoricamente que não há no momento qualquer estudo específico em relação ao BRB. A instituição financeira destacou que analisa constantemente oportunidades de negócios, mas adota um processo criterioso de avaliação econômica para identificar operações vantajosas.

Declarações do Ministro da Fazenda geram especulações no mercado

O posicionamento da Caixa ocorre após declarações públicas do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, que sugeriu a possibilidade de o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal comprarem ativos do Banco de Brasília (BRB) para ajudar a salvar a instituição controlada pelo Distrito Federal. Em entrevista à GloboNews, Durigan foi enfático ao afirmar que não haverá intervenção federal direta no BRB, mas que, em caso de risco sistêmico, o Banco Central deverá conduzir conversas com o governo federal.

O ministro deixou claro que o governo do Distrito Federal tem a responsabilidade de lidar com a situação do BRB, escalonando a questão apenas se necessário para evitar impactos mais amplos no sistema financeiro nacional.

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Banco do Brasil também nega envolvimento em operações com o BRB

Procurado anteriormente pela coluna, o Banco do Brasil já havia informado que não possui qualquer estudo sobre a compra de ativos ou qualquer tipo de ajuda ao BRB. Essa posição reforça a ausência de movimentos concretos por parte das grandes instituições bancárias públicas em relação ao banco do Distrito Federal.

A coluna tentou contato com a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), mas não obteve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos da administração distrital sobre o futuro do BRB e suas estratégias para enfrentar a crise.

O episódio evidencia a delicada situação financeira do BRB e as preocupações governamentais com a estabilidade do setor bancário, embora as principais instituições públicas neguem, por ora, planos de aquisição ou socorro direto.

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