Seis meses após a liquidação do Banco Master, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda possui R$ 2,2 bilhões disponíveis para saque. Cerca de 5 milhões de pessoas ainda não solicitaram o reembolso, que pode chegar a R$ 250 mil por CPF.
O caso do Banco Master
O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central, devido a uma grave crise de liquidez. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, está preso. Investidores que aplicaram recursos no banco tiveram que recorrer ao FGC para recuperar seus investimentos.
O advogado Marcos Rafael Marinho Reis, que investiu cerca de R$ 60 mil no Master, conta que foi atraído pela alta rentabilidade oferecida. “Eu investi lá exatamente porque tinha um rendimento aparentemente bom, mais alto que o mercado. E, na verdade, não se sustentou”, relata.
Como funciona o FGC
O Fundo Garantidor de Créditos é formado por contribuições dos maiores bancos brasileiros e tem a função de reembolsar investidores em caso de falência ou intervenção de uma instituição financeira. “A garantia do FGC é que o pequeno investidor, que aplica até R$ 250 mil, tenha seu dinheiro garantido”, afirma Mauro Rochlin, economista da FGV.
Até o momento, já foram pagos quase R$ 40 bilhões em garantias a mais de 915 mil credores do Banco Master e de outras instituições ligadas ao grupo. Ainda assim, R$ 2,2 bilhões permanecem sem resgate.
Passo a passo para resgatar
Para solicitar o resgate, o investidor deve baixar o aplicativo oficial do FGC e cadastrar o CPF. Em seguida, é necessário realizar a biometria e informar os dados da conta bancária. O FGC informou que clientes do Will Bank com valores inferiores a R$ 1 mil devem fazer o pedido pelo aplicativo do próprio banco, que é ligado ao Master.
Marcos Rafael Marinho Reis conseguiu resgatar seus recursos em janeiro. “Eu entrei pelo aplicativo, quando foi liberado, por volta do dia 19, e consegui rapidamente fazer os trâmites necessários e recuperar o dinheiro. Foram poucos dias”, conta.
Lição para investidores
Para o economista Mauro Rochlin, o caso serve de alerta: “Quando se vê taxas de retorno elevadíssimas e absurdas, é muito provável que algum risco muito agudo esteja associado a essa oportunidade. Desconfie de rentabilidade exagerada”.



