Acre paga R$ 6,4 bilhões em impostos em 2025, alta de 9,7%
Acre paga R$ 6,4 bi em impostos em 2025

Os contribuintes do Acre pagaram uma soma recorde de impostos ao longo do ano de 2025. De acordo com dados do Impostômetro, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a população residente no estado desembolsou mais de R$ 6,4 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais entre 1º de janeiro e 31 de dezembro.

Crescimento significativo na arrecadação

O valor total apurado, de R$ 6.487.491.072,67, representa um aumento expressivo em relação aos anos anteriores. Em comparação com 2024, quando a arrecadação foi de R$ 5,9 bilhões, o crescimento foi de aproximadamente 9,7%, uma diferença que supera os R$ 574 milhões. A trajetória de alta é consistente: em 2022, o valor ficou em R$ 4,7 bilhões, subindo para R$ 4,9 bilhões em 2023.

No contexto nacional, a contribuição do Acre corresponde a 0,16% do total arrecadado por todas as unidades da Federação. Em 2025, o Brasil como um todo pagou a marca histórica de mais de R$ 3,9 trilhões em impostos, quantia suficiente para adquirir mais de 9,1 bilhões de cestas básicas.

Rio Branco lidera a arrecadação municipal

Analisando os municípios acreanos, a capital, Rio Branco, se destaca com folga. Sozinha, a cidade foi responsável por R$ 516,3 milhões em pagamento de tributos, o que equivale a cerca de 8% do total do estado. O crescimento na capital foi vertiginoso: o valor representa um aumento de mais de 120% em relação a 2024, quando a arrecadação municipal foi de aproximadamente R$ 231 milhões.

Em seguida no ranking, aparecem Cruzeiro do Sul, com mais de R$ 54,8 milhões, Sena Madureira, com R$ 18,1 milhões, e Feijó, com R$ 14,7 milhões. No extremo oposto, a cidade de Manoel Urbano registrou a menor arrecadação, com pouco mais de R$ 141 mil.

Ranking completo dos municípios acreanos

Confira a lista das cidades do Acre ordenadas da maior para a menor arrecadação de impostos em 2025:

  • Rio Branco: R$ 516.347.879,81
  • Cruzeiro do Sul: R$ 54.888.586,51
  • Sena Madureira: R$ 18.196.921,88
  • Feijó: R$ 14.785.418,22
  • Brasiléia: R$ 14.628.418,31
  • Tarauacá: R$ 13.304.443,78
  • Senador Guiomard: R$ 12.048.455,47
  • Epitaciolândia: R$ 11.145.820,57
  • Capixaba: R$ 8.819.935,72
  • Plácido de Castro: R$ 8.006.943,85
  • Marechal Thaumaturgo: R$ 7.939.208,70
  • Xapuri: R$ 6.402.609,59
  • Assis Brasil: R$ 6.157.310,38
  • Acrelândia: R$ 6.151.392,72
  • Rodrigues Alves: R$ 5.452.107,62
  • Porto Acre: R$ 4.779.522,82
  • Jordão: R$ 4.636.247,19
  • Mâncio Lima: R$ 4.251.127,93
  • Santa Rosa do Purus: R$ 2.719.050,23
  • Porto Walter: R$ 2.545.658,22
  • Bujari: R$ 1.268.101,72
  • Manoel Urbano: R$ 141.074,71

O papel do Impostômetro

Os números divulgados têm como fonte o Impostômetro, um painel criado em 2005 pela ACSP em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A ferramenta estima em tempo real o volume total de impostos, taxas, contribuições e multas pagas pela população aos entes federativos.

Além de acompanhar os valores arrecadados, o sistema permite visualizar o que poderia ser feito com os recursos tributários, oferecendo uma perspectiva concreta do montante coletado. Os dados estão disponíveis para consulta pública na internet, promovendo transparência sobre a carga tributária brasileira.

O contexto de alta na arrecadação ocorre em um momento de mudanças no sistema tributário nacional, com o ano de 2026 marcado para testes das novas regras que visam simplificar a cobrança de impostos no país.