O sub-registro de bebês no Brasil atingiu o menor nível desde 2015, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (20). O levantamento mostra que o Acre é o segundo estado do país com as maiores taxas de subnotificação de óbitos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), com 3,07%, ficando atrás apenas do Piauí (7,14%) e à frente do Maranhão (3,04%). Esses três estados formam os maiores percentuais do Brasil.
Sub-registro de óbitos no Acre
O sub-registro de óbitos no Acre é de 7,22%. Já a subnotificação de óbitos, que se refere à falta de informação ao sistema de saúde, alcança 3,07%. O município de Jordão, no interior do estado, ocupa a segunda posição entre os dez municípios com maiores percentuais de subnotificação de óbitos, com 46,7%, atrás apenas de Miguel Calmon (71,2%), na Bahia.
Subnotificação de nascidos vivos
Com relação à subnotificação no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), o Acre também tem um dos maiores percentuais, com 1,20%, atrás apenas de Roraima (2,73%) e à frente de Rondônia (1,05%), Amapá (0,96%) e Rio Grande do Norte (0,90%). A taxa de sub-registro de nascidos vivos no estado é de 2,71%. As cidades de Jordão (14,78%) e Assis Brasil (12,54%) estão entre os municípios com maiores taxas de subnotificação de nascidos vivos, considerando a residência da mãe.
Entenda a diferença entre os termos
Sub-registro de nascidos vivos (IBGE): nascimentos que não foram registrados em cartório dentro do prazo legal considerado (março do ano seguinte ao nascimento).
Subnotificação de nascidos vivos (Ministério da Saúde): nascimentos que não foram informados ao sistema de saúde, especialmente ao SINASC.
Sub-registro de óbitos: proporção de mortes que não foram registradas oficialmente em cartório. Esse indicador é estimado pelo IBGE com base em métodos demográficos e comparação entre bases de dados.
Subnotificação de óbitos: proporção de mortes que não foram informadas ao sistema de saúde, especialmente ao SIM. O Ministério da Saúde estima isso usando hospitais, declarações de óbito e vigilância epidemiológica.
Dados no Brasil
No país, o percentual de crianças que deixaram de ser registradas no ano de nascimento atingiu 0,95%, o menor valor da série histórica iniciada em 2015. O dado representa uma redução de 3,26 pontos percentuais em relação a 2015, quando a taxa era de 4,21%. No mesmo período, a subnotificação de nascimentos no sistema de saúde recuou para 0,39%.
Segundo o IBGE, o local do parto influencia diretamente na documentação: enquanto o sub-registro em hospitais é de 0,83%, os nascimentos domiciliares apresentam taxa de 19,35% de falta de registro civil no mesmo período. Os resultados aproximam o Brasil da meta de cobertura universal de registro de nascimentos prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.
Em outubro de 2025, o Brasil alcançou o status de "Produzido", indicando que deixou de realizar apenas estudos experimentais ou estimativas indiretas para fornecer dados oficiais, regulares e de alta confiabilidade sobre as estatísticas vitais no país.



