O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elevou a projeção de consumo de energia elétrica no Brasil para o mês de maio. A nova estimativa aponta para um crescimento de 1,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando 79.634 megawatts médios. Há apenas uma semana, a expectativa era de uma alta menor, de 0,4%.
Na prática, essa revisão indica que o país deverá consumir mais eletricidade do que o inicialmente previsto. Esse indicador é monitorado de perto pelo mercado, pois pode sinalizar uma maior atividade econômica, temperaturas mais elevadas ou um aumento no uso de energia por indústrias, empresas e consumidores finais.
Chuvas e geração hidrelétrica
O ONS também ajustou para cima a previsão de chuvas que abastecem as hidrelétricas da região Sul. Agora, a expectativa é que o volume atinja 101% da média histórica para maio, superando os 87% projetados na semana anterior. Esse cenário é positivo para a geração hidrelétrica, pois mais água contribui para manter os reservatórios em níveis confortáveis e reduz a necessidade de acionar fontes mais caras, como as usinas termelétricas.
Afluência em outras regiões
Nas demais regiões do país, o órgão também realizou ajustes nas projeções de afluência, termo técnico que designa o volume de água que chega aos reservatórios. No Sudeste e Centro-Oeste, principal região do sistema elétrico brasileiro, a previsão subiu de 83% para 85% da média histórica. No Nordeste, passou de 52% para 54%. Já no Norte, houve uma leve piora: a estimativa caiu de 81% para 78%.
Nível dos reservatórios
Apesar da melhora nas chuvas em parte do país, os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste devem encerrar maio com 66,3% da capacidade, um pouco abaixo dos 66,6% previstos anteriormente. Ainda assim, o nível permanece relativamente confortável para o período, o que traz alívio para o setor elétrico.
Essas revisões são acompanhadas com atenção por especialistas e agentes do mercado, pois impactam diretamente os custos de geração e a segurança energética do país.



