Clima e greening preocupam os produtores de laranja
A safra de laranja 2025/2026 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro apresentou crescimento em relação ao ciclo anterior, mas não atingiu as projeções iniciais. As condições climáticas adversas e a disseminação do greening, uma das principais doenças que afetam os pomares, continuam sendo os maiores desafios para os citricultores.
Demanda da indústria eleva expectativas
Apesar das dificuldades, a demanda da indústria de suco de laranja permanece aquecida, o que eleva as expectativas dos produtores. A recuperação dos preços pagos pela fruta tem incentivado investimentos em manejo e controle fitossanitário. Especialistas apontam que a adoção de práticas sustentáveis e o uso de tecnologias no campo são fundamentais para mitigar os impactos do clima e das pragas.
Desafios climáticos e fitossanitários
O clima irregular, com períodos de seca intensa e chuvas fora de época, afetou o desenvolvimento das lavouras. Além disso, o greening, transmitido pelo psilídeo, continua se espalhando, exigindo monitoramento constante e ações de controle. Os produtores têm buscado orientação técnica e investido em mudas certificadas para reduzir os riscos.
Perspectivas para o setor
O setor citrícola projeta um cenário de cautela para os próximos meses. A Expocitros, maior exposição do segmento, será realizada entre 26 e 29 de maio em Cordeirópolis-SP, e deve trazer discussões sobre estratégias para aumentar a produtividade e a sustentabilidade. Enquanto isso, os produtores acompanham de perto as condições climáticas e as tendências do mercado internacional, que influenciam diretamente a rentabilidade da atividade.
A receita com exportações de suco de laranja registrou queda de 27,1% no primeiro trimestre, mesmo com volume estável, o que acende um alerta para a necessidade de agregação de valor e diversificação de mercados. No entanto, a demanda interna e os contratos com a indústria processadora mantêm certo otimismo entre os citricultores.



