Torre de celular irregular em Petrópolis é embargada após protestos de moradores
Torre de celular irregular em Petrópolis é embargada

Torre de celular irregular em Petrópolis é embargada após protestos de moradores

A instalação de uma torre de retransmissão de sinal de celular, com aproximadamente 40 metros de altura, tem gerado grande preocupação entre os moradores da Rua Deputado Altair Oliveira Lima, localizada na região da Manga Larga, no distrito de Itaipava, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A obra foi considerada irregular e formalmente embargada pela Prefeitura Municipal após uma série de fiscalizações realizadas pela Secretaria de Planejamento.

Irregularidades flagrantes e violação da lei municipal

De acordo com informações oficiais da Prefeitura de Petrópolis, a torre está sendo construída em um terreno com espaço extremamente reduzido, desrespeitando completamente o afastamento mínimo exigido em relação às residências vizinhas. A área em questão é classificada como totalmente residencial e está enquadrada na Lei de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo como SRE1, ou Setor Residencial, que estabelece um limite máximo de altura para construções de até 18 metros. A torre em construção ultrapassa mais que o dobro desse limite permitido, configurando uma violação grave das normas urbanísticas.

Os moradores relataram que a proximidade da estrutura colossal com suas casas tem causado apreensão constante, levantando questões sobre segurança, saúde e qualidade de vida. Eles destacam que a construção pode gerar diversos impactos negativos, incluindo possíveis riscos de insalubridade devido à radiação do equipamento, barulho constante proveniente do funcionamento da torre e uma significativa desvalorização dos imóveis da região.

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Embargo desrespeitado e ação policial necessária

Apesar do embargo determinado pela Prefeitura na última quarta-feira, os moradores afirmam que os trabalhadores continuaram atuando no local de forma ilegal, sem qualquer autorização. Um residente conseguiu registrar em vídeo a continuidade dos serviços, documentando a flagrante desobediência à ordem municipal. Diante das novas denúncias, a Prefeitura de Petrópolis, com o apoio fundamental da Polícia Civil, realizou uma fiscalização rigorosa no local.

Durante a ação conjunta, foi constatado que a obra seguia em andamento mesmo estando oficialmente embargada. Dois homens foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil de Itaipava para prestar os devidos esclarecimentos sobre a situação. Em nota oficial, a Prefeitura informou que o proprietário do terreno já foi multado e que novas medidas administrativas e judiciais podem ser adotadas, incluindo a responsabilização legal dos envolvidos.

Medidas definitivas e acompanhamento do caso

A administração municipal reforçou que a obra permanece embargada e que o local foi devidamente lacrado para impedir qualquer tentativa de retomada das atividades. A Prefeitura também está avaliando ações adicionais para garantir o cumprimento integral da legislação urbanística e a proteção dos direitos dos moradores. O caso tem mobilizado a comunidade local, que exige transparência e rigor nas fiscalizações para evitar situações semelhantes no futuro.

Enquanto isso, aguarda-se o posicionamento das empresas envolvidas, incluindo a Enel, que foi contactada para se manifestar sobre o assunto. A situação serve como um alerta para a importância do respeito às normas de construção e ao planejamento urbano, especialmente em áreas residenciais densamente povoadas como Itaipava.

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