Prefeitura de São Paulo registra exoneração de seis secretários em ano eleitoral
Seis secretários deixaram oficialmente a Prefeitura de São Paulo, comandada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), para disputar as eleições municipais de outubro. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (1°), seguindo o calendário eleitoral estabelecido pela legislação brasileira.
Legislação eleitoral exige afastamento de gestores
A saída de secretários nesse período é uma prática comum em anos eleitorais e obedece a uma regra clara da legislação. Conforme determina a lei, qualquer pessoa que ocupe cargos com poder de decisão, como secretarias municipais, precisa deixar a função até seis meses antes do pleito para poder se candidatar a cargos eletivos. Esse mecanismo visa garantir isonomia e evitar o uso da máquina pública em campanhas eleitorais.
Os secretários que deixaram seus cargos nesta movimentação são:
- Enrico Misasi, da Casa Civil
- Orlando Morando, da Segurança Urbana
- Rodrigo Ashiuchi, do Verde e do Meio Ambiente
- Sidney Cruz, de Habitação
- Rogério Lins, de Esportes e Lazer
- Rui Alves, de Turismo
Novos nomes assumem pastas estratégicas da capital paulista
Para preencher as vagas abertas, o prefeito Ricardo Nunes anunciou uma série de nomeações que trazem perfis variados para a gestão municipal. A Secretaria da Segurança Urbana será comandada pela delegada Juliana Bussacos, que possui ampla experiência na área policial. Ela já chefiou a 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em Santo Amaro, e ganhou notoriedade nacional por conduzir o inquérito sobre as acusações feitas pela modelo Najila Trindade contra o jogador Neymar, em 2019.
Na Secretaria de Esportes e Lazer, assume a ex-jogadora de vôlei Erika Coimbra, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney no ano 2000. Antes da nomeação, ela exercia a função de diretora do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), na capital paulista, demonstrando familiaridade com a gestão esportiva municipal.
A Casa Civil terá como novo titular o vereador Paulo Frange, médico cardiologista que está em seu oitavo mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Sua longa trajetória na política local deve contribuir para a articulação entre o Executivo e o Legislativo municipal.
A Secretaria da Habitação será comandada por Diogo Soares, que já atuava como presidente da Cohab (Companhia de Habitação Popular), trazendo continuidade às políticas habitacionais em desenvolvimento. Já a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente ficará sob responsabilidade do engenheiro civil Wanderley de Abreu Soares Júnior, que ocupava o cargo de secretário-adjunto da pasta, garantindo transição suave nas políticas ambientais.
Por fim, a Secretaria de Turismo será liderada pelo advogado Gustavo Lopes de Souza, especialista em direito desportivo e influenciador digital, que deverá trazer novas perspectivas para o setor turístico da maior cidade do país.
Transição ocorre em momento crucial da gestão municipal
Essa troca de secretários ocorre em um momento importante da administração municipal, a menos de seis meses das eleições. A movimentação demonstra como o calendário eleitoral impacta a estrutura de governo, mesmo em uma cidade do porte de São Paulo. Os novos gestores assumem pastas com desafios significativos, desde a segurança urbana até as políticas de habitação e meio ambiente, em um contexto de preparação para o pleito de outubro.
Especialistas em administração pública destacam que, embora essas mudanças sejam previstas em lei, elas podem afetar a continuidade de projetos em andamento, exigindo dos novos secretários capacidade de adaptação rápida e manutenção das políticas públicas essenciais para a população paulistana.



