Procurador-Geral do DF pede exoneração em meio a negociações de empréstimo bilionário para o BRB
Procurador-Geral do DF pede exoneração durante crise do BRB

Procurador-Geral do Distrito Federal solicita exoneração do cargo

Márcio Wanderley de Azevedo, que ocupava o cargo de Procurador-Geral do Distrito Federal, formalizou o pedido de exoneração na tarde desta quarta-feira, dia 15. O ato administrativo será oficializado nos próximos dias através de publicação no Diário Oficial do Distrito Federal, caracterizado como uma exoneração a pedido, o que significa que a iniciativa partiu do próprio procurador.

Contexto da saída envolve crise financeira do BRB

A decisão de Wanderley ocorre em um momento delicado para as finanças do governo distrital. Atualmente, estão em andamento negociações entre o Governo do Distrito Federal e instituições do mercado financeiro para a obtenção de um empréstimo emergencial destinado a socorrer o Banco de Brasília, o BRB. Recentemente, o valor necessário para equilibrar o patrimônio da instituição financeira foi reavaliado e aumentado, chegando à cifra de R$ 6,6 bilhões.

Cabe à Procuradoria-Geral do Distrito Federal, órgão que estava sob a liderança de Wanderley, realizar análises críticas sobre a operação. A pasta é responsável, entre outras atribuições, pela avaliação da viabilidade jurídica e econômica de contratos e acordos dessa magnitude, incluindo o empréstimo em discussão para o BRB.

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Trajetória do procurador e sucessão

Márcio Wanderley de Azevedo assumiu a Procuradoria-Geral do DF em agosto de 2025. Antes disso, ele acumulou quase dois anos de experiência como Consultor Jurídico no gabinete do então governador Ibaneis Rocha, filiado ao MDB. Sua saída deixa uma lacuna na liderança do órgão, e o nome de seu substituto ainda não foi divulgado pelas autoridades competentes.

A exoneração a pedido sugere uma decisão pessoal, mas o timing coincide com pressões institucionais significativas. A situação do BRB, que não divulgou seu balanço patrimonial do ano passado dentro do prazo regulamentar, tem gerado apreensão no cenário financeiro local e exigido ações coordenadas do governo.

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