Governador em exercício do Rio exonera 459 comissionados em faxina administrativa
Governador do Rio exonera 459 comissionados em faxina administrativa

Governador em exercício do Rio de Janeiro promove faxina administrativa com exonerações em massa

Em apenas vinte dias à frente do governo do estado do Rio de Janeiro, o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, realizou uma profunda reestruturação administrativa que já resultou na exoneração de 459 servidores comissionados. Esses cargos, que não exigem concurso público, foram extintos nas secretarias da Casa Civil e de Governo, duas estruturas fundamentais ligadas diretamente ao Palácio Guanabara, sede do poder executivo estadual.

Plano de cortes é mais amplo e mira economia de R$ 10 milhões mensais

O levantamento interno realizado pela administração estadual indica que as duas pastas mencionadas somam aproximadamente quatro mil servidores. A previsão estabelecida pelo plano de reestruturação é cortar cerca de quarenta por cento desse total, o que equivale a aproximadamente 1,6 mil cargos. Parte significativa das exonerações tem como alvo funcionários que não estariam em atividade, popularmente conhecidos como fantasmas. A estimativa do governo é que essas medidas resultem em uma economia de cerca de R$ 10 milhões por mês para os cofres públicos.

Mudanças na estrutura administrativa incluem recriação de subsecretaria

Além das demissões, o plano de reestruturação prevê alterações na estrutura administrativa do estado. Uma das principais medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, que será vinculada à Casa Civil. Este órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira, dia 14 de maio. Ambos os profissionais são procuradores do estado, com Pimentel tendo experiência anterior como subprocurador-geral e atuação em órgãos como a Cedae e o Detran.

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As exonerações dos 459 comissionados foram formalizadas e publicadas nas edições de quinta-feira, dia 16, e sexta-feira, dia 17, do Diário Oficial do Estado. Essas ações são resultado direto de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias. Na edição de sexta-feira, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil:

  • Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais
  • Subsecretaria de Gastronomia
  • Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo

As estruturas que eram subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas, consolidando a simplificação administrativa.

Nova gestão já realizou nove nomeações para áreas estratégicas

Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira, dia 16, o governador em exercício Ricardo Couto nomeou nove gestores para áreas consideradas estratégicas do governo. Essas nomeações incluem:

  1. Secretaria da Casa Civil - Flávio de Araújo Willeman
  2. Secretaria de Estado do Gabinete do Governador - Marco Antônio Rodrigues Simões
  3. Secretaria de Estado de Governo (interino) e Gabinete de Segurança Institucional - Roberto Lisandro Leão
  4. Secretaria Extraordinária de Representação do Governo em Brasília - Gustavo Alves Pinto Teixeira
  5. Controladoria Geral do Estado (CGE) - Bruno Campos Pereira
  6. Secretaria de Defesa do Consumidor - Rogerio da Costa Pimenta
  7. Presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP) - Bárbara Caballero de Andrade
  8. Presidente do RioPrevidência - Felipe Derbli de Carvalho Batista
  9. Presidente da Cedae - Rafael Rolin

Auditoria ampla analisa contratos bilionários em choque de transparência

Além das mudanças administrativas e das exonerações, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. Esta análise prevê revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo a administração, essas medidas fazem parte de um pacote classificado como um choque de transparência, com o objetivo claro de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos de forma minuciosa.

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Esta iniciativa representa um esforço significativo para aumentar a eficiência e a transparência na gestão pública do estado do Rio de Janeiro, em um momento de reestruturação profunda das secretarias e órgãos governamentais.