Desembargador Ricardo Couto antecipa pagamento de servidores do Rio de Janeiro
O governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, uma mudança significativa no calendário de pagamento dos servidores públicos estaduais. A decisão, publicada no Diário Oficial, estabelece que os salários serão depositados até o primeiro dia útil de cada mês, antecipando o prazo anterior que era até o terceiro dia útil.
Medida beneficia todo o funcionalismo e aposentados
A alteração no calendário de pagamentos contempla todo o funcionalismo público estadual, incluindo servidores ativos, aposentados e pensionistas. A medida representa um alívio para os trabalhadores fluminenses, que vinham demonstrando insatisfação com a gestão anterior de Cláudio Castro (PL).
O novo calendário também define as datas para o pagamento do 13º salário, que será realizado em duas parcelas: uma em junho e outra em dezembro deste ano. Esta organização busca proporcionar maior previsibilidade financeira aos servidores.
Contexto político e antecedentes da decisão
Ricardo Couto assumiu o cargo de governador em exercício no dia 24 de março, após a renúncia de Cláudio Castro. A designação ocorreu em meio a uma situação política complexa no estado, onde:
- O vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o cargo para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ)
- O próximo na linha de sucessão, presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, foi preso pela Polícia Federal em março e teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Esta não é a primeira medida de antecipação de pagamentos tomada por Couto. Em março, ele já havia adiantado o pagamento do funcionalismo do dia 6 para o dia 2 do mesmo mês, aproveitando o período pós-feriado de Páscoa.
Reação dos servidores e cenário financeiro
A antecipação dos pagamentos foi recebida com satisfação pelos servidores estaduais, que vinham manifestando descontentamento com a administração anterior. No início de março, o então governador Cláudio Castro havia declarado que não concederia recomposição salarial aos servidores, citando um déficit de quase R$ 20 bilhões nas contas do estado, o que gerou protestos e insatisfação generalizada.
A decisão de Couto representa uma mudança de postura na gestão estadual, priorizando o pagamento em dia do funcionalismo público mesmo diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Rio de Janeiro. A medida busca restaurar a confiança dos servidores na administração pública estadual após um período de tensão e incertezas.



