Campinas apresenta plano para retirada de 52 bancas irregulares no centro histórico
Campinas terá plano para retirar 52 bancas irregulares no centro

Campinas terá plano para retirada de 52 bancas irregulares no centro histórico

A Prefeitura de Campinas assumiu o compromisso de apresentar, até o dia 13 de abril, um plano detalhado para a retirada de 52 bancas comerciais instaladas em áreas protegidas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), na região central da cidade. A medida busca solucionar uma situação de irregularidade que já dura anos e que agora conta com a atenção do Ministério Público.

Reunião define cronograma e alerta para consequências

Nesta terça-feira (31), uma reunião entre os permissionários das bancas, representantes da Setec (Serviços Técnicos Gerais) e da Câmara Municipal discutiu a questão de forma aprofundada. O encontro foi motivado após o Condepacc comunicar formalmente o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre a situação e solicitar agilidade na resolução do problema.

As bancas em questão possuem autorizações para funcionamento concedidas há anos pela administração municipal. No entanto, conforme explicou a Prefeitura, essas estruturas nunca receberam o aval do Condepacc, o que configura uma irregularidade grave em áreas de proteção ao patrimônio cultural.

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"Com a atuação do Ministério Público, a permanência das estruturas nesses locais pode acarretar multas significativas, ação civil pública e até responsabilização criminal, tanto para agentes públicos quanto para os próprios permissionários", destacou a administração municipal em comunicado oficial.

Proposta técnica em desenvolvimento

Após a reunião, a Prefeitura anunciou que irá desenvolver e apresentar uma proposta "em conformidade com critérios técnicos exigidos para a instalação dos quiosques". O plano deverá considerar:

  • Os aspectos legais de proteção ao patrimônio cultural
  • As necessidades dos comerciantes que dependem dessas estruturas
  • As alternativas de relocação ou compensação
  • O cronograma de execução das medidas

A situação ganhou urgência após a intervenção do Ministério Público, que passou a acompanhar o caso de perto. O Condepacc, órgão responsável pela preservação do patrimônio histórico e cultural de Campinas, identificou que as 52 bancas estão instaladas em locais que necessitam de proteção especial, conforme determina a legislação municipal.

Os permissionários, que há anos mantêm seus negócios nessas localizações, agora aguardam a proposta que a Prefeitura deverá apresentar até meados de abril. A expectativa é que o plano contemple tanto a preservação do patrimônio histórico quanto os interesses legítimos dos comerciantes estabelecidos na região central.

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