Afogamentos no litoral de São Paulo disparam em 2026, com quase 40 casos na Baixada Santista
As praias do litoral paulista enfrentam uma situação crítica no início de 2026, com um número elevado de ocorrências de afogamento que já supera metade dos registros de todo o ano anterior. Segundo dados do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), foram mais de 1,2 mil registros entre janeiro, fevereiro e os primeiros dias de março, resultando em mais de 1,8 mil vítimas salvas e 46 mortes.
Aumento alarmante nas estatísticas
O total de óbitos já corresponde a mais da metade dos 82 mortes contabilizadas em todo o ano de 2025, destacando uma tendência preocupante. Nos dois primeiros meses de 2026, o GBMar registrou 1.245 ocorrências e 1.843 vítimas salvas em todo o litoral de São Paulo. Guarujá, no litoral sul, e Ubatuba, no litoral norte, lideram os registros gerais do período, com números que chamam a atenção das autoridades.
Em janeiro de 2026, houve um salto significativo em comparação com o mesmo mês do ano anterior: 142 ocorrências a mais e 222 vítimas salvas adicionais. As mortes também apresentaram um aumento drástico, com 12 casos a mais, representando uma alta de 66,6% em relação a janeiro de 2025, que registrou 18 óbitos.
Destaques por cidade em janeiro de 2026
- Guarujá: 264 salvamentos, 418 vítimas salvas, 5 mortes
- Santos: 3 salvamentos, 9 vítimas salvas, 0 mortes
- São Vicente: 12 salvamentos, 11 vítimas salvas, 2 mortes
- Bertioga: 30 salvamentos, 39 vítimas salvas, 3 mortes
- Praia Grande: 43 salvamentos, 52 vítimas salvas, 6 mortes
- Mongaguá: 47 salvamentos, 70 vítimas salvas, 4 mortes
- Itanhaém: 53 salvamentos, 72 vítimas salvas, 5 mortes
- Peruíbe: 5 salvamentos, 5 vítimas salvas, 1 morte
- Caraguatatuba: 13 salvamentos, 16 vítimas salvas, 0 mortes
- São Sebastião: 124 salvamentos, 193 vítimas salvas, 0 mortes
- Ilhabela: 24 salvamentos, 30 vítimas salvas, 0 mortes
- Ubatuba: 149 salvamentos, 238 vítimas salvas, 3 mortes
- Ilha Comprida / Iguape: 9 salvamentos, 7 vítimas salvas, 1 morte
Crescimento contínuo em fevereiro de 2026
Em fevereiro, a situação não melhorou, com um aumento de 153 ocorrências (de 294 para 447) e um crescimento superior a 60% no número de vítimas salvas (de 411 para 663). As mortes mais que dobraram, passando de 6 para 14 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Destaques por cidade em fevereiro de 2026
- Guarujá: 135 salvamentos, 241 vítimas salvas, 2 mortes
- Santos: 7 salvamentos, 6 vítimas salvas, 1 morte
- São Vicente: 3 salvamentos, 4 vítimas salvas, 1 morte
- Bertioga: 5 salvamentos, 14 vítimas salvas, 2 mortes
- Praia Grande: 30 salvamentos, 42 vítimas salvas, 5 mortes
- Mongaguá: 27 salvamentos, 42 vítimas salvas, 0 mortes
- Itanhaém: 47 salvamentos, 43 vítimas salvas, 1 morte
- Peruíbe: 1 salvamento, 1 vítima salva, 0 mortes
- Caraguatatuba: 8 salvamentos, 10 vítimas salvas, 0 mortes
- São Sebastião: 79 salvamentos, 117 vítimas salvas, 1 morte
- Ilhabela: 7 salvamentos, 9 vítimas salvas, 0 mortes
- Ubatuba: 97 salvamentos, 133 vítimas salvas, 1 morte
- Ilha Comprida / Iguape: 1 salvamento, 1 vítima salva, 0 mortes
Baixada Santista: 42 mortes em dois meses
Nas oito cidades da Baixada Santista, foram registradas 42 mortes por afogamento nos primeiros 60 dias de 2026. Praia Grande lidera o número de óbitos, com 12 casos, enquanto Peruíbe registrou a menor quantidade, com apenas 1 morte. Guarujá aparece com o maior número de ocorrências (402) e vítimas salvas (663), destacando-se como a área mais crítica.
Litoral Norte: Ubatuba e São Sebastião em destaque
No litoral norte, Ubatuba e São Sebastião lideram os dados operacionais do GBMar. Juntas, essas cidades contabilizaram 456 ocorrências, 688 vítimas salvas e cinco mortes entre janeiro, fevereiro e o início de março de 2026. Caraguatatuba e Ilhabela não registraram óbitos no período, mas os números totais ainda são preocupantes.
Entre as praias do litoral norte de São Paulo, Ubatuba e São Sebastião continuam a dominar as estatísticas, com um total combinado que reflete a gravidade da situação. As autoridades alertam para a necessidade de medidas de prevenção e conscientização para reduzir esses índices alarmantes.
