Cão fica preso dentro de banco após fechamento automático
Um incidente inusitado mobilizou a população de Aquidabã, em Sergipe, no último domingo (4). Um cachorro, conhecido por circular livremente pelas ruas da região, acabou trancado dentro de uma agência bancária da cidade por um período superior a 20 horas. A situação ocorreu devido ao fechamento automático das portas do estabelecimento, que deixou o animal confinado na área dos caixas eletrônicos.
O cachorro só conseguiu sair quando a agência reabriu suas portas na manhã desta segunda-feira, conforme informado pelo gerente do banco. Até lá, o bem-estar do animal foi motivo de grande preocupação para os moradores, que acompanhavam a situação do lado de fora.
Solidariedade e preocupação com o animal
A cena do cão preso dentro do banco rapidamente atraiu a atenção e comoveu a comunidade. Preocupados com a saúde do animal, que estava sem acesso a água e sob um calor intenso, moradores se organizaram para tentar ajudá-lo mesmo à distância.
Algumas pessoas chegaram a jogar ração por baixo da porta do banco na tentativa de alimentar o cachorro durante o longo período de confinamento. O morador Genilson Balbino, que registrou o caso, destacou o sentimento geral. "Todos ficaram preocupados porque estava muito quente e ele estava sem água", relatou.
Balbino também contou que o animal é conhecido na localidade, costuma perambular pelas redondezas e tem um temperamento dócil, interagindo pacificamente com os transeuntes.
Desfecho e reação da comunidade
O caso, que se estendeu do domingo até a manhã de segunda-feira, terminou sem maiores consequências para o cachorro. A reabertura da agência permitiu que ele finalmente deixasse o local e retomasse sua liberdade.
O episódio serviu para demonstrar a sensibilidade e a solidariedade dos moradores de Aquidabã em relação aos animais que compartilham o espaço urbano. A mobilização espontânea da comunidade para garantir o bem-estar de um cachorro de rua revela um forte senso de compaixão e cuidado coletivo, transformando um incidente curioso em um exemplo de empatia.