Reservas para Copa do Mundo 2026 disparam, mesmo com temores de segurança nos EUA
As reservas de viagens para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada na América do Norte, apresentaram um crescimento expressivo, conforme dados recentes divulgados pela empresa de tecnologia de viagens Amadeus. As informações, publicadas pela agência Reuters nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, revelam que o apelo do maior evento do futebol mundial está falando mais alto do que as apreensões em torno do cenário interno dos Estados Unidos.
Torcedores britânicos lideram as reservas
O levantamento indica que 18% das passagens aéreas já reservadas para o período do torneio, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, foram adquiridas por viajantes do Reino Unido. Destacam-se os torcedores da Inglaterra e da Escócia, que estão demonstrando um interesse robusto pelo evento, mesmo diante de um contexto de retração no turismo europeu para os EUA desde a eleição de Donald Trump em novembro de 2024.
Preocupações com segurança e imigração
O aumento da fiscalização em fronteiras e aeroportos, aliado a episódios recentes de violência e tiroteios fatais associados a operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), como as detenções em Minneapolis, tem ampliado o receio entre turistas estrangeiros. Apesar disso, os números mostram uma resiliência notável no interesse pelo torneio.
Do total de reservas feitas para o período da Copa, 37% foram realizadas apenas no último mês, após o sorteio dos grupos. O maior pico diário de compras ocorreu para a partida de estreia em Nova York, entre Brasil e Marrocos, com mais de 2.500 reservas de voos registradas em um único dia.
Impacto positivo no turismo regional
O aquecimento do turismo não se limita aos Estados Unidos. No Canadá e no México, as reservas de hotéis também experimentaram um crescimento significativo. Na Cidade do México, por exemplo, a taxa média de ocupação nos dias que antecedem três partidas previstas para a capital já alcança 21%, contra apenas 4% no mesmo período do ano passado.
Alertas e críticas de figuras do futebol
O debate sobre a segurança do Mundial ganhou novo fôlego nesta semana após declarações duras de Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa. Aos 89 anos, o suíço aconselhou torcedores a evitarem viagens aos Estados Unidos durante a Copa de 2026, citando preocupações com abusos recentes por parte dos serviços de imigração.
Blatter ecoou críticas feitas pelo advogado suíço Mark Pieth, que afirmou que o atual cenário interno americano dificilmente incentiva os torcedores a irem para lá. Pieth alertou que visitantes podem ser barrados ou deportados, sugerindo que é melhor assistir pela TV.
Conclusão
Analistas destacam que, embora questões relacionadas à segurança continuem influenciando as decisões de viagem, o apelo da Copa do Mundo supera essas preocupações. Os dados indicam que o evento está impulsionando o turismo na América do Norte de forma robusta, com os torcedores britânicos na vanguarda desse movimento, demonstrando que a paixão pelo futebol pode transcender barreiras geopolíticas e de segurança.