Monge mais idoso da Abadia de Santa Cruz, em Itaporanga (SP), morre aos 94 anos
A comunidade monástica de Itaporanga, no interior de São Paulo, está de luto com o falecimento do irmão Constâncio Fongaro, o monge mais idoso da Abadia de Santa Cruz. Ele morreu aos 94 anos no último domingo (8), deixando um legado de quase seis décadas de dedicação à vida religiosa. Natural da cidade de São Paulo, onde nasceu em 19 de setembro de 1931, o religioso ingressou no mosteiro aos 34 anos, após concluir sua formação em Engenharia Industrial, com especialização na modalidade Química.
Trajetória monástica e funções administrativas
A cerimônia de vestição do irmão Constâncio ocorreu em 11 de dezembro de 1966, marcando o início oficial de sua jornada na abadia. Sua profissão religiosa foi realizada posteriormente, em 2 de fevereiro de 1969. Ao longo de muitos anos, ele se dedicou intensamente à administração da comunidade, exercendo funções cruciais ligadas à organização financeira do mosteiro. Sua atuação foi caracterizada por um profundo senso de responsabilidade e discrição, qualidades que marcaram sua vida religiosa por décadas.
Em comunicado, a comunidade monástica destacou que o irmão Constâncio será lembrado eternamente pelo seu zelo, perseverança e seriedade no cumprimento de todas as suas funções. "Sua atuação administrativa foi marcada pela responsabilidade e pela discrição, características que acompanharam sua vida religiosa ao longo de décadas de serviço", afirmou o texto oficial.
Sepultamento e contexto histórico da abadia
O sepultamento do monge foi realizado na segunda-feira (9), no cemitério da própria comunidade, após uma missa exequial celebrada na igreja abacial. A Abadia de Nossa Senhora de Santa Cruz, fundada em 1936 por monges alemães que fugiam da perseguição do regime nazista, pertence à Ordem Cisterciense. Esta ordem monástica católica, originária do século XI na região da atual França, é dedicada à vida contemplativa, à oração litúrgica e ao trabalho manual, seguindo a tradição beneditina.
Atualmente, o local continua a ser um ponto de referência espiritual, recebendo visitantes e peregrinos de diversas regiões. A abadia oferece hospedaria para retiros espirituais e promove visitas guiadas à sua igreja abacial, mantendo viva a herança de dedicação e serviço que o irmão Constâncio tanto personificou.



