Bruce Springsteen lança canção de protesto contra o ICE em Minneapolis
O icônico roqueiro Bruce Springsteen, conhecido como 'the boss', lançou uma nova música de protesto nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026. Intitulada Streets of Minneapolis, a faixa é uma crítica direta ao ICE, o serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos que tem sido alvo de controvérsias por suas políticas anti-imigração.
Denúncia ao terror estatal e homenagem às vítimas
Na letra da música, Springsteen denuncia o que chama de terror estatal vivido na cidade de Minneapolis. A canção também presta homenagem a Renee Good e Alex Pretti, dois cidadãos americanos de Minnesota que foram mortos por agentes do ICE durante uma operação. O título é uma referência ao sucesso anterior do artista, Streets of Philadelphia, lançado em 1993, que abordava a crise da AIDS.
Contexto político e críticas a Donald Trump
Springsteen, que é conhecido por suas posições críticas ao ex-presidente Donald Trump, utiliza a música para atacar o que descreve como o exército particular do Rei Trump, do Departamento de Segurança Interna. O refrão da canção inclui versos como: Aqui em nossa casa eles mataram e vagaram / No inverno de 26, lembraremos os nomes daqueles que morreram / Nas ruas de Minneapolis.
Mensagem do artista e processo de criação
Em uma declaração, Springsteen explicou a motivação por trás da música: Escrevi esta música no sábado, gravei-a ontem e lancei hoje para vocês em resposta ao terror de Estado que está sendo perpetrado contra a cidade de Minneapolis. É dedicada ao povo de Minneapolis, aos nossos vizinhos imigrantes inocentes e em memória de Alex Pretti e Renée Good. Mantenham-se livres. Isso destaca a rapidez com que o artista produziu e lançou a faixa, refletindo sua urgência em abordar a situação.
Impacto cultural e relevância atual
A música de Springsteen se insere em um contexto mais amplo de protestos e debates sobre imigração nos Estados Unidos. Com sua trajetória de engajamento social, o lançamento de Streets of Minneapolis reforça o papel da arte como forma de resistência e conscientização. A faixa não só critica políticas específicas, mas também busca preservar a memória das vítimas, incentivando a reflexão pública sobre direitos humanos e justiça.
Este lançamento musical ocorre em um momento de tensões políticas, destacando como figuras culturais podem usar sua plataforma para influenciar discussões sociais. A resposta rápida de Springsteen à situação em Minneapolis demonstra seu compromisso contínuo com causas progressistas e sua habilidade em transformar eventos atuais em expressões artísticas poderosas.