A Sony Music lançou o single 'Bate no peito' com a ambição de se tornar a trilha sonora da Copa do Mundo de 2026. A música, disponível desde 17 de dezembro, reúne cinco artistas de diferentes gerações e estilos: João Gomes, Ludmilla, Samuel Rosa, Veigh e Zeca Pagodinho. A produção ficou a cargo de Papatinho.
Mistura de ritmos
Ao longo de quase quatro minutos, 'Bate no peito' alterna batidas de funk, samba, forró e rap. A gravação conta com os músicos Bernardo Massot (violão, baixo, sintetizadores, percussão, assobio e cavaquinho), Papatinho (bateria, baixo, percussões, programação e sampler), Pretinho da Serrinha (cavaquinho, cuíca e pandeiro) e Rodrigo Scarcello (acordeom, sintetizador, guitarra e contrabaixo).
Crítica musical
Apesar da reunião de talentos, o single 'bate na trave'. A música não empolga e não desperta vontade de cantar junto. A composição, creditada a dez autores (Bernardo Massot, BG, Califfa, Carlean, Daniel Mendes, João Gomes, Lary, Lucas Medeiros, Papatinho e Thiago Veigh), soa como uma costura mal-acabada, faltando unidade. A letra recorre a clichês típicos de canções para animar a torcida.
Iniciativa social
Ainda assim, a música merece ser ouvida, pois toda a arrecadação de royalties será doada ao Instituto Fome de Música, organização criada na pandemia para combater a insegurança alimentar. A iniciativa é louvável, mas 'Bate no peito' não tem cacife para animar o torcedor brasileiro na luta pelo hexa. A trilha sonora ideal para a Copa de 2026 ainda está por ser escalada.



