Roguan estreia oficialmente na música com álbum homônimo após carreira diversificada
Hoje é dia de celebrar o lançamento do álbum de estreia de Roguan, nome artístico de Roberto Guimarães Andreoli, um artista múltiplo que, após duas décadas dedicadas ao teatro, à poesia e ao cinema, finalmente adentra o cenário musical com um trabalho autoral e profundo. Roguan trabalhou por quatro anos com a renomada diretora Fátima Toledo, colaborando em projetos como o filme Tropa de Elite, e agora expande sua expressão criativa para a música.
Uma jornada sonora que desdobra a alma em múltiplas vozes
A sensação ao ouvir o álbum é de estar diante de um verdadeiro trovador moderno, um bardo multíplice que coloca sua voz a serviço de uma narrativa rica e variada. Em certos momentos, a voz de Roguan remete fortemente a Chico Science, criando uma ponte entre o passado e o presente da música brasileira. A surpresa e a beleza são elementos centrais desta obra, convidando os ouvintes a deixarem de lado preconceitos e se entregarem à experiência auditiva.
O álbum é estruturado em atos e interlúdios, começando com “Ato 1 – O Espelho Invertido (prelúdio)”, onde passos ecoam ao fundo e a viola caipira de Roguan tangencia uma melodia com pegada ibérica, enquanto sussurros poéticos abordam temas como guerra, morte, paz e vida. Em “Sem a Terra Sem o Mar”, o canto embala a viola caipira e a gaita, com cordas dedilhadas que arrebatam em intermezzos instrumentais.
Poesia abrasadora e ritmos diversificados
Na faixa “Cala Voz”, o violão de Rodrigo Ramos acompanha a cantoria impetuosa de Roguan, cuja poesia abrasa o juízo do ouvinte. “O Transe” apresenta um folhetim enlouquecido com violão de sete cordas, enquanto “Ato 2 Reverter (interlúdio)” reintroduz passos que soam como pisadas na água, mesclando sussurros e guitarra.
“Verso” traz uma bela melodia clara na voz do menestrel, puxada pelo ritmo do maracá, instrumento musical indígena. Em “Cálice da Flor”, a semelhança com Chico Science se intensifica, e “O Nosso Fim É Começar” reforça a alternância entre voz falada e entoada para explorar a existência.
Clímax emocional e final impactante
“Ato 3 – O Agora (interlúdio)” inicia com guitarra e evolui para viola caipira, com Roguan cantando e sussurrando versos que pulsam no ar. “E Se Todos Sou Eu?”, acompanhada apenas pela viola caipira de Rodrigo Ramos, é destacada como a música mais bela do álbom. “Vonvence o Passo” introduz o derbake, instrumento árabe de percussão, criando um suingue que expõe a voz dobrada de Roguan.
O álbum se encerra com “Final – Pra Minha Voz (poslúdio)”, onde o violão de sete cordas é dedilhado por Roguan, que clama “Eu digo sim!” enquanto passos conduzem ao desfecho. Todas as composições são de autoria de Roguan, evidenciando sua versatilidade e profundidade artística.
Ficha técnica e produção impecável
A produção do álbom contou com a expertise de Rodrigo Ramos na produção e arranjos, além de Mayra Faour Auad na produção artística. Bruno Pontalti foi responsável pela engenharia de som, mixagem e masterização, garantindo uma qualidade sonora excepcional. A capa foi fotografada pelo próprio Roguan, com design de Felipe Braga, completando um pacote coeso e visualmente atraente.
Este lançamento marca não apenas a estreia musical de Roguan, mas também uma expansão significativa de sua carreira artística, oferecendo aos ouvintes uma jornada única através de sons, poesia e emoção.



