Bad Bunny no Super Bowl: Show Político e Defesa da Cultura Porto-Riquenha
Bad Bunny no Super Bowl: Show Político e Cultural

Bad Bunny no Super Bowl: Um Ato de Resistência Cultural e Política

Neste domingo (8), o astro global Bad Bunny assume o palco do cobiçado show do intervalo do Super Bowl, evento de maior audiência da televisão americana. A apresentação ocorrerá no Levi's Stadium, na Califórnia, durante a partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks. Este momento marca não apenas o auge da carreira do artista, mas também um posicionamento cultural e político significativo.

O Contexto Político do Show

Bad Bunny chega ao Super Bowl em um momento de grande tensão nos Estados Unidos, elevando sua apresentação a um patamar histórico. O músico, que foi o mais ouvido no mundo em 2025 e recentemente venceu o Grammy de álbum do ano com "Debí Tirar Más Fotos", já se posicionou publicamente contra figuras como Donald Trump. Agora, como um artista porto-riquenho que canta em espanhol, ele ocupará o palco do evento mais midiático e tradicionalmente americano.

Antes mesmo de acontecer, o show já é considerado o mais político da história do Super Bowl, gerando reações intensas. A apresentação enfureceu Trump e seus apoiadores, alguns dos quais organizaram uma "programação paralela" em protesto. No entanto, Bad Bunny parece buscar um equilíbrio, focando na união e na celebração da cultura latino-americana.

O Enfoque na Cultura Porto-Riquenha

O álbum "Debí Tirar Más Fotos" é um trabalho profundamente enraizado na história e na cultura de Porto Rico, com faixas dançantes como "Nuevayol" e "Baile Inolvidable". Espera-se que o show seja inteiramente em espanhol, reforçando a identidade do artista e sua mensagem de orgulho cultural.

Nos 12 a 14 minutos de apresentação, Bad Bunny deve mesclar o repertório do disco atual com seus sucessos mais antigos, incluindo:

  • Hits de reggaeton e dembow, como "Dákiti" e "El Apagón"
  • Músicas colaborativas, como "I Like It", com Cardi B e J Balvin
  • Possíveis participações de conterrâneos, como Chuwi e Jhayco, ou outros grandes nomes latinos

Expectativas e Transmissão

Roger Goodell, comissário da NFL, minimizou as polêmicas, expressando esperança de que o show una pessoas em vez de alimentar debates políticos. Bad Bunny, em entrevista à Apple Music, adiantou: "Vai ser divertido, vai ser uma festa. Vai ser fácil, e as pessoas só precisam se preocupar em dançar".

O show do intervalo está previsto para começar entre 22h e 22h30, no horário de Brasília, dependendo do andamento da partida, que inicia às 20h30. A transmissão ao vivo será realizada pela GE TV e pelo Multishow, a partir das 22h, com reexibição na TV Globo após o "BBB".

Além de Bad Bunny, outros artistas se apresentarão no evento:

  1. Green Day na cerimônia de abertura do jogo
  2. Charlie Puth, Brandi Carlile e Coco Jones antes da partida

Este Super Bowl promete ser um marco não apenas para o entretenimento, mas para a representação cultural e política em grande escala.