A plataforma Airbnb, conhecida por enfrentar regulamentações rigorosas em relação aos aluguéis de curta duração em diversas cidades ao redor do mundo, anunciou nesta quarta-feira (20) que começou a integrar hotéis boutique, aluguel de carros e entrega de comida ao seu aplicativo. Esta é a mais recente movimentação da empresa para capturar uma fatia maior dos gastos com viagens, que atualmente estão concentrados em concorrentes como Booking.com e Expedia.
Expansão de serviços
De acordo com Brian Chesky, cofundador e CEO do Airbnb, a partir de maio a plataforma passará a oferecer desde acomodações incríveis e hotéis boutique com a essência do Airbnb até experiências inesquecíveis na Copa do Mundo e serviços que facilitam a viagem. Esta mudança, ocorrida 18 anos após a fundação da empresa em San Francisco, é uma resposta direta às restrições cada vez mais severas sobre os aluguéis de curto prazo.
Contexto regulatório
Em dezembro, a Espanha multou a companhia em US$ 75 milhões (aproximadamente R$ 378 milhões na cotação atual) por mais de 65 mil anúncios que não cumpriam as normas. Barcelona decidiu não renovar milhares de licenças de aluguel quando vencerem em 2028. Nova York proibiu praticamente todos os aluguéis privados de curto prazo desde 2023, e Paris intensificou sua ofensiva contra anúncios ilegais em 2026.
Novidades no aplicativo
O aplicativo atualizado incorpora entrega de compras por meio do Instacart — plataforma americana de tecnologia voltada para entrega e retirada de compras de supermercado — em mais de 25 cidades dos Estados Unidos. Com esse serviço, os clientes poderão receber suas compras de mercado na acomodação antes ou depois do check-in. Além disso, traslados de aeroportos e estações de trem estarão disponíveis, bem como serviços de guarda-volumes em mais de 170 cidades ao redor do mundo. A plataforma também informou que passará a oferecer aluguel de carros, embora ainda não tenha revelado quais serão seus parceiros.
Resultados financeiros
O Airbnb registrou uma receita de US$ 2,68 bilhões (cerca de R$ 13,5 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. *Com informações da agência de notícias France Presse.



