
Imagina só: 1825. O Brasil ainda era um império jovem, Dom Pedro I no poder, e numa pacata cidade do interior paulista, nascia uma semente musical que atravessaria séculos. Pois é, minha gente! A Corporação Musical Euterpe de Pindamonhangaba não só nasceu naquela época como acaba de completar, pasmem, 200 anos de existência!
Isso mesmo, duzentos anos! Não é qualquer coisa, né? A Euterpe é, simplesmente, uma das bandas mais antigas do país em atividade contínua. E olha que, pra sobreviver a tantas décadas, foi preciso mais do que talento – foi necessária uma vontade férrea de resistir.
Uma História que Ecoa no Tempo
Fundada oficialmente em 28 de agosto de 1825, a banda surgiu como um grupo musical ligado à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. Mas seu papel sempre foi muito maior do que o religioso. Ela se tornou o coração cultural da cidade, animando festas, cerimônias cívicas e, claro, os famosos coretos das praças públicas.
Não foi um mar de rosas, longe disso. A banda enfrentou crises, falta de verba, mudanças de gestão e até o desinteresse de outras gerações. Mas, cá está ela. Firme e forte. Quem diria que aqueles primeiros acordes ecoados no século XIX ainda ressoariam com tanta força em 2025?
Celebração à Altura de Sua História
E como se comemora um bicentenário? Com muita música, é claro! A Prefeitura de Pinda, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, preparou uma programação especialíssima.
- Concerto Comemorativo: Uma apresentação única no Teatro Municipal, com um repertório que mescla clássicos do cancioneiro nacional, marchas, dobrados e até peças contemporâneas. Um verdadeiro passeio pelos últimos 200 anos da música!
- Exposição Histórica: Fotografias, instrumentos antigos, partiras amareladas pelo tempo e troféus contarão a trajetória da banda em uma exposição no Museu Histórico.
- Lançamento de Documentário: Um registro em vídeo com depoimentos de maestros, músicos antigos e admiradores, contando causos e a importância da Euterpe para a identidade local.
O prefeito de Pindamonhangaba, Isael Domingues, não esconde o orgulho. "A Euterpe é mais do que uma banda; é um símbolo de resistência cultural. Preservá-la é honrar nossa história e investir no nosso futuro", declarou ele, emocionado.
Além da Música: O Legado Social
O que muita gente não sabe é que a Euterpe sempre foi uma escola de cidadania. Foram centenas – quiçá milhares – de jovens que aprenderam música ali e levaram não só a arte, mas também disciplina e trabalho em grupo para a vida toda.
Ela formou gerações. Deu oportunidade. Manteve crianças e adolescentes longe de problemas, focados na beleza de uma melodia. Esse, talvez, seja seu maior legado. Não apenas a música que se ouve, mas as vidas que ela tocou e transformou.
Dois séculos se passaram. O coreto deu lugar aos alto-falantes, as partiras manuscritas aos tablets, mas a essência permanece a mesma: a música como força unificadora de uma comunidade. Parabéns, Euterpe! Que seus próximos acordes continuem ecoando por muito, muito tempo.