
Parece que foi ontem, mas já se passaram décadas desde que Luís Fernando Verissimo começou a encantar os leitores brasileiros com sua prosa única. Algo entre o filosófico e o cotidiano, sabe? Sua morte recente deixou um vazio — mas também um legado literário que merece ser revisitado com carinho.
Que escritor, hein? Dono de um estilo inconfundível, Verissimo conseguia como ninguém misturar humor inteligente com reflexões profundas sobre a condição humana. Suas obras são daquelas que a gente lê e relê, sempre descobrindo camadas novas.
O Clube dos Anjos: Mais que um Enigma Gastronômico
Ah, esse livro é simplesmente genial. Publicado originalmente em 1998, O Clube dos Anjos conta a história de dez amigos que se reúnem para jantares sofisticados — até que coisas estranhas começam a acontecer. O que parece uma trama policial se transforma numa reflexão profunda sobre amizade, moralidade e… bem, sobre a vida e a morte.
O final? Arrepiante. Das histórias que ficam na cabeça por semanas.
As Crônicas que Conquistaram o Brasil
Quem nunca leu uma crônica do Verissimo no jornal de domingo? Seus textos curtos eram pequenas joias de observação do quotidiano — cheios de ironia fina e uma empatia genuína pelas fraquezas humanas. Coletâneas como O Analista de Bagé ou A Mesa Voadora mostram por que ele se tornou um dos cronistas mais amados do país.
E olha que não era fácil: escrever sobre temas cotidianos com tanto humor e profundidade ao mesmo tempo… só mesmo um mestre.
Outras Obras que Você Precisa Conhecer
- O Jardim do Diabo (2005): Um thriller político que mostra sua versatilidade — longe do tom leve das crônicas, mas com a mesma inteligência afiada.
- Borges e os Orangotangos Eternos (2000): Uma homenagem literária cheia de mistério e intertextualidade. Para fãs de quebra-cabeças narrativos.
- O Mundo é Bárbaro (2008): Crônicas que capturam o Brasil do século XXI com precisão cirúrgica — e muito humor.
Verissimo não era só um contador de histórias. Era um observador do Brasil — com todas suas contradições, alegrias e frustrações. Sua morte em 2023 doeu, mas sua obra permanece viva, atual e necessária.
E aí, qual seu livro favorito dele? Às vezes a gente discute aqui no boteco qual é o melhor — e nunca chegamos a um consenso. Cada obra tem seu charme único.