Viviane Araújo reflete sobre 30 anos de Carnaval, maternidade e sucesso na TV
Viviane Araújo: 30 anos de Carnaval, maternidade e TV

Três décadas de samba: Viviane Araújo celebra trajetória no Carnaval

Com mais de trinta anos dedicados ao universo do Carnaval, Viviane Araújo, aos 50 anos, ainda se emociona ao revisitar sua própria história. Rainha de bateria tanto do Salgueiro no Rio de Janeiro quanto da Mancha Verde em São Paulo, a atriz revela que nunca imaginou alcançar tamanha projeção quando começou a desfilar nas avenidas.

"Nunca pensei que chegaria a esse momento nem imaginava nada disso", confessa ela em entrevista. "Estudei educação física, queria trabalhar em academias e aí minha vida foi indo por esse caminho do samba. As coisas foram acontecendo naturalmente, devagar, e, quando vi, já estava tudo crescendo."

Autenticidade como chave para permanência no samba

Segundo Viviane, manter-se relevante e admirada no mundo do samba, que passou por profundas transformações ao longo dos anos, é motivo de grande orgulho. Apesar dos desafios enfrentados por mulheres que ocupam posições de destaque no Carnaval, ela acredita que a autenticidade foi o fator determinante para sua longevidade.

"É difícil. Existe toda aquela questão de a mulher ser vista como objeto, mas acho que nunca deixei de ser eu mesma", afirma a artista. "Isso pesa muito e faz diferença. É sobre abraçar o público e conquistar as pessoas de uma forma única."

Nervosismo e espiritualidade nos dias de desfile

A vasta experiência na avenida, contudo, não fez o nervosismo desaparecer completamente nos dias de desfile. "É muita tensão, muita gente, maquiagem, preparação. Eu não consigo relaxar totalmente", admite Viviane. Para se concentrar, ela aposta na espiritualidade.

"Gosto de ficar mais quieta enquanto me arrumo, mais concentrada. E sempre faço uma oração antes de entrar na avenida", conta ela, que, pelo segundo ano consecutivo, é também musa do camarote Allegria.

Maternidade trouxe novas prioridades e medos

Mãe de Joaquim, a artista revela que a maternidade trouxe novas prioridades e também ampliou alguns receios. O filho, que costuma acompanhá-la nos ensaios, ainda não participa de todos por conta do cansaço da rotina intensa.

"Ele aproveita muito, corre a avenida inteira, quer brincar, e chega no final já cansadinho", explica Viviane. "Quero esperar ele crescer um pouquinho mais para aguentar melhor."

A maternidade também reforçou um temor antigo: o medo de voar de helicóptero. Viviane diz que nunca foi fã desse meio de transporte e que, após se tornar mãe, o receio aumentou significativamente.

"Avião eu vou porque preciso, mas sempre tive medo", confessa. "Helicóptero só se for muito necessário. Se o tempo está ruim, não vou mesmo. Depois que sou mãe, penso muito mais."

Sucesso na televisão e reencontro profissional

Em paralelo ao Carnaval, a atriz também comemora o sucesso da personagem Consuelo em "Três Graças", novela da Globo. Ela acredita que a personagem chegou para trazer equilíbrio dentro da trama de Aguinaldo Silva, especialmente ao grupo envolvido no roubo da estátua.

"Ela chega com um olhar mais cuidadoso, tentando organizar aquela confusão e cuidar do que eles estão vivendo", comenta Viviane.

A atriz também aborda o reencontro com o cantor Belo, com quem teve um relacionamento duradouro e que agora faz seu par romântico no folhetim. Segundo ela, a parceria tem sido pautada pelo profissionalismo e pelo compromisso com o trabalho.

"A gente está empenhado em fazer a novela acontecer", afirma. "Ele está muito dedicado, estudando bastante, e isso é muito positivo", elogia Viviane, que minimizou o beijo entre os personagens. "Normal. A gente está ali em prol da novela, para fazer a novela acontecer, para que o resultado seja legal. Estamos trabalhando para que a relação entre Consuelo e Misael seja abraçada pelo público."