Romário celebra 60 anos com festa e abre o jogo sobre carreira e política
O senador e ex-jogador de futebol Romário comemorou seu aniversário de 60 anos em grande estilo, com uma festa que reuniu mais de mil convidados em sua casa em um condomínio privado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. As celebrações ocorreram na sexta-feira, 30, e no sábado, 31, e contaram com a presença de celebridades como Ludmilla, a esposa Bruna Gonçalves, Raphael Logam, Rafael Cardoso, além de amigos do futebol como Thiago Galhardo e Richarlison, e familiares.
Com decoração assinada por Leco Biagioni, o evento foi animado por diversos músicos, incluindo Thiago Martins e a banda 3030, formada por LK, Bruno e Ro. Em meio às comemorações, Romário concedeu uma entrevista exclusiva à coluna GENTE, onde abordou temas como planos de carreira, o cenário político brasileiro e a preocupação com o desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Planos para o futuro e reflexões pessoais
Quando questionado sobre seus planos para o futuro, Romário demonstrou uma visão otimista e espiritualizada. "Sou como todo mundo. Tenho alguns sonhos, se você perguntar quais, não sei exatamente. Tenho certeza de que Papai do Céu vai fazer com que eles se tornem realizáveis", afirmou o senador.
Ele destacou a importância de celebrar essa fase da vida: "Estar comemorando essa idade, para mim tem sido uma coisa muito maravilhosa, especial, estou vivendo um momento único da minha vida e estou curtindo".
Preocupações com a Seleção Brasileira e a ausência de Neymar
Romário expressou preocupação com o desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, avaliando que o time atual é tecnicamente inferior a outras potências do futebol mundial. "Como qualquer brasileiro, tenho bastante esperança. Mas tecnicamente falando, nossa seleção hoje é muito inferior a umas quatro, cinco grandes que a gente tem por aí, tipo Argentina, Espanha, Portugal, França", disse.
Ele também comentou sobre a ausência de Neymar, destacando seu impacto negativo: "A ausência do Neymar com certeza para o Brasil é muito ruim. O hexa com certeza vai ficar mais longe. Vamos torcer para que ele esteja fisicamente bem, que dê o máximo que ele puder". Romário acrescentou que, sem Neymar, a seleção perde sua força distintiva: "E sem o Neymar, a seleção passa a ser infelizmente mais uma seleção qualquer".
Críticas ao clima político e desmentido sobre candidatura
O senador criticou a polarização política no Brasil, afirmando que ela tem atrapalhado o país. "O clima político do Brasil já é um problema há alguns anos. Essa radicalização dos dois lados, da esquerda e da direita, na minha opinião, vem atrapalhando o Brasil. Acho que todos pensam assim, só que alguns têm coragem de falar, outros não".
Ele também desmentiu rumores sobre uma possível candidatura à presidência, focando em seus planos no Rio de Janeiro: "Não vou me candidatar à presidência. Tenho mais quatro anos. Aqui no Rio de Janeiro tenho os meus candidatos ao governo, no Senado, vou ajudar alguns deputados federais e estaduais que me ajudaram também na reeleição".
Romário destacou a incerteza política no estado: "Mas infelizmente, ou não sei se infelizmente, no Rio está tudo indefinido politicamente falando. Então quando tiver uma definição melhor, vai ser o momento de começar a realizar alguns encontros, reuniões e conversas para ver o que a gente vai poder fazer".



