Roger Waters revela temor por sua segurança após críticas contundentes a Donald Trump
O fundador da lendária banda Pink Floyd, Roger Waters, surpreendeu ao declarar publicamente que teme por sua própria vida devido às suas opiniões políticas contrárias ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma entrevista concedida ao renomado jornalista britânico Piers Morgan, o músico expressou preocupações genuínas sobre possíveis represálias por parte do político americano.
"Ele poderia mandar homens mascarados atirarem na minha cabeça"
Durante a conversa, quando questionado sobre as chances de deixar os Estados Unidos, Waters foi categórico: "Ele poderia mandar homens mascarados atirarem na minha cabeça através da janela do meu carro, como faz com quem discorda dele". A declaração reflete o nível de apreensão que o artista sente em relação às práticas que atribui a Trump.
Conhecido por seus posicionamentos políticos alinhados à esquerda e por fazer oposição ferrenha ao governo Trump, Waters não poupou críticas ao ex-presidente: "Ele é obviamente muito mau, mas agora além de ser muito mau, ele também é demente. Ele sempre foi um verdadeiro canalha. Tudo o que ele já fez é horrível em todos os sentidos".
Críticas ao movimento Maga e posicionamento sobre Palestina
O músico também direcionou suas críticas aos apoiadores de Trump: "Você pode pensar que Donald Trump é um cara legal, Maga [movimento Make America Great Again], toda essa baboseira, mas ele não acredita em nada disso". Waters demonstrou ceticismo em relação à autenticidade das convicções políticas do ex-presidente.
Além das controvérsias envolvendo Trump, Roger Waters tem sido figura central em outros debates políticos internacionais. O artista se posicionou publicamente em defesa da causa palestina durante o conflito com o Hamas, o que lhe rendeu acusações de antissemitismo por parte de alguns críticos.
Joe Biden na "galeria de criminosos de guerra"
As críticas de Waters não se limitam a figuras republicanas. Durante uma de suas apresentações, o músico incluiu o atual presidente americano, Joe Biden, em uma galeria intitulada "criminoso de guerra" projetada no telão do show. A imagem gerou polêmica e debates sobre os limites da liberdade de expressão artística.
A última passagem de Roger Waters pelo Brasil ocorreu em 2023, durante a turnê "This Is Not a Drill", onde o músico manteve sua tradição de misturar performances musicais impressionantes com mensagens políticas contundentes. Sua postura continua a dividir opiniões, mas reforça seu papel como uma das vozes mais ativas e controversas do rock internacional.