O Brasil perdeu um de seus maiores nomes da teledramaturgia. Manoel Carlos faleceu neste sábado, 10 de janeiro de 2026, aos 92 anos, na cidade do Rio de Janeiro. A notícia foi confirmada pela produtora Boa Palavra, responsável por muitas de suas obras.
Uma vida dedicada às histórias
Carinhosamente chamado de Maneco por familiares e amigos próximos, o autor deixou um legado marcante na televisão brasileira. Sua carreira foi pontuada por sucessos absolutos que marcaram gerações, como "História de Amor", "Mulheres Apaixonadas", "Em Família" e "Por Amor".
Manoel Carlos decidiu se aposentar das novelas em 2014. Desde então, vivia de forma reclusa em seu apartamento no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Seu afastamento da vida pública se intensificou após um diagnóstico de saúde.
Batalha contra o Parkinson e últimos momentos
Em 2019, o autor foi diagnosticado com a doença de Parkinson. No início de 2025, sua condição exigiu uma internação hospitalar. Apesar dos desafios, seus últimos anos foram cercados de cuidados e carinho pela família.
Em setembro de 2024, sua filha, a atriz Júlia Almeida, deu um raro depoimento sobre o dia a dia do pai. Ela revelou que Manoel Carlos mantinha uma rotina tranquila em casa, tomando café da manhã na área da piscina, ouvindo música clássica, apreciando a leitura e, é claro, seu sorvete favorito – de coco e chocolate, cujo consumo a filha tentava moderar.
A produtora Boa Palavra informou, através de suas redes sociais, que o velório será um momento íntimo. "O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos. A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado", dizia a nota.
O legado de Maneco
A morte de Manoel Carlos encerra um capítulo dourado da dramaturgia televisiva no país. Seus trabalhos eram conhecidos por abordar relações familiares, conflitos amorosos e dilemas sociais com uma sensibilidade única, conquistando altos índices de audiência e a admiração do público.
Sua habilidade em criar personagens profundos e tramas cativantes garantiu a ele um lugar de destaque entre os autores mais queridos e respeitados. A ausência de Maneco deixa uma lacuna na cultura brasileira, mas sua obra permanece viva na memória de milhões de telespectadores.