A cantora norte-americana Madonna usou suas redes sociais para expressar apoio público aos manifestantes que enfrentam uma forte repressão no Irã. A mensagem foi publicada em seu perfil oficial no Instagram na noite de quinta-feira, 15 de janeiro de 2026.
Reflexão sobre privilégio e solidariedade
Em um post emocionado, a artista conhecida como 'Rainha do Pop' começou refletindo sobre suas próprias férias no Marrocos. Esse momento de lazer a fez pensar nas pessoas no Irã que, segundo ela, "estão lutando por uma revolução tão necessária e estão dispostas a morrer por aquilo em que acreditam".
Madonna contrastou sua realidade com a dos iranianos. Ela listou os privilégios que desfruta, como a liberdade de viajar pelo mundo, vestir o que quiser e falar livremente. A artista destacou que essas são liberdades básicas negadas ao povo iraniano, especialmente às mulheres, há séculos.
O chamado à resistência
Em tom de encorajamento, a cantora dirigiu-se diretamente aos manifestantes. "Chegou a hora. Aguentem firme! Estou com o Irã. Façam com que suas vozes sejam ouvidas. Irã livre!", concluiu a mensagem, que rapidamente viralizou.
Ela também foi humilde ao reconhecer os limites de sua compreensão, afirmando: "Não posso afirmar conhecer verdadeiramente o sofrimento que foi suportado, mas os meus pensamentos e orações estão com a população do Irã".
Contexto dos protestos no país persa
A onda de manifestações no Irã, que motivou a declaração de Madonna, começou no final de dezembro. Os protestos são impulsionados principalmente pela insatisfação popular com a situação econômica e pela forte desvalorização da moeda nacional.
No entanto, a resposta do governo tem sido extremamente dura. As forças de segurança têm reprimido os atos com violência, resultando em um saldo trágico de milhares de mortes e prisões de civis, conforme relatado por agências de notícias internacionais.
A intervenção de celebridades globais como Madonna traz um holofote internacional para a crise, aumentando a pressão sobre o regime iraniano. A postagem da artista se soma a outras vozes influentes que têm denunciado a repressão às liberdades no país.