Kristen Stewart critica Hollywood e migra para direção após decepções como atriz
Kristen Stewart vira diretora e critica Hollywood

Kristen Stewart abandona atuação e assume direção após críticas a Hollywood

Kristen Stewart, eternamente lembrada como a protagonista da franquia Crepúsculo, decidiu dar uma guinada em sua carreira aos 35 anos. Desencantada com o tratamento que recebeu em Hollywood, a atriz migrou para trás das câmeras, assumindo o papel de diretora em seu novo projeto.

Críticas ao tratamento de atrizes na indústria

Em entrevista recente, Kristen Stewart não poupou palavras ao descrever a situação das atrizes em Hollywood. "Atrizes são vistas como lixo", afirmou ela, destacando a diferença de tratamento quando passou a ser reconhecida como diretora. "A primeira vez que me sentei para falar sobre meu filme como diretora pensei: agora estão se dirigindo a mim como se eu tivesse cérebro", completou, revelando uma mudança perceptível no respeito profissional.

Estreia na direção com 'A Cronologia da Água'

Seu longa de estreia, A Cronologia da Água, já está sendo elogiado pela crítica por abordar temas espinhosos e relevantes. O filme encara questões como abuso sexual e dependência química, demonstrando a maturidade e o compromisso social de Stewart em sua nova fase.

Denúncia ao 'teatro da masculinidade'

Além das críticas ao tratamento das atrizes, Kristen Stewart também aproveitou para detonar o que ela chama de "teatro da masculinidade" na indústria cinematográfica. "É como se os atores precisassem agir como gorilas, batendo no peito antes de chorar em cena", disse ela, em uma observação que arrancou aplausos de muitos setores. Sua fala destaca estereótipos de gênero que ainda persistem no mundo do entretenimento.

Uma nova frente de trabalho para a ex-estrela de Crepúsculo

Com essa transição, Kristen Stewart não apenas expande suas habilidades artísticas, mas também se posiciona como uma voz crítica dentro de Hollywood. Sua migração para a direção simboliza uma busca por maior autonomia e respeito, longe das limitações que enfrentou como atriz. A mudança reflete um movimento crescente de artistas que buscam controlar suas narrativas e desafiar as estruturas tradicionais da indústria.

Publicado originalmente em VEJA de 30 de janeiro de 2026, edição nº 2980, com reportagem de Giovanna Fraguito e Nara Boechat.